
A definição de "assassino" é uma convenção arbitrária?
É.
Quer isso dizer que cada um pode chamar assassino ao que bem entender?
Exacto.
Posso dizer que assassino é um tipo de couve amarelada?
Sim.
Mas ninguém me vai entender se eu o fizer ...
Pois não. Não existem muitos incentivos para chamar assassino àquilo que as outras pessoas não consideram ser um assassino.
Que direito é que o Francisco Louçã tem para definir "assassino"?
Todo e nenhum. O mesmo que qualquer outra pessoa.
Quer isso dizer que o Pinto da Costa também poderia definir "assassino"?
Sim. Ninguém o impede, excepto, talvez, o ridículo.
Quer isso dizer que eu posso continuar a considerar que qualquer americano é um assassino?
Exacto. Cada um é livre de adoptar as definições que entender.
Mas assim ninguém se entende?
Desculpe, não percebi. Qual é a definição oficial de "ninguém"? E de "entende"?
Mas imagine que eu uso a definição: "assassino é uma couve amarelada". Ninguém me vai entender.
Pois não. Mas não vejo motivo nenhum para alguém querer usar definições que lhe dificultem a comunicação.
Está-me a dizer que as pessoas vão seguir espontaneamente uma determinada definição de "assassino"?
Ou não. Duas pessoas podem estabelecer comunicação desde que acordem entre si o significado das palavras que utilizam. Segue-se que não é necessária uma definição universal da palavra assassino desde que em cada discussão os termos sejam adequadamente definidos à medida que se torne necessário desfazer ambiguidades.
E posso continuar a chamar assassino a qualquer cidadão americano sem correr o risco de ser mal entendido?
Parece que sim. Na verdade, na maior parte das conversas determinados preciosismos são totalmente irrelevantes.
Quer isso dizer que podem coexistir várias definições de "assassino" em uso pela mesma sociedade?
Exacto. A palavra "assassino" pode ser usada com vários sentidos na mesma conversa sem perigo de ambiguidade ou colapso da civilização.
Nota: este post não foi copiado deste aqui.