
A adaptação dos veículos aos gostos pessoais é algo que é proibido em Portugal e sem qualquer argumento válido que o justifique.
Se eu quiser mudar a cor ao meu carro, mudar o formato dos faróis, do escape ou acrescentar um aileron estou a ser um criminoso.
Há quem argumente que algumas alterações podem ser perigosas e colocar em causa a segurança do veículo. Mas este argumento é completamente falso.
Nos países em que a transformação de automóveis é legal (como a Austrália ou a Alemanha) existem leis claras sobre quais as transformações que podem ser feitas.
Por outro lado, nos países onde é proibido (como em Portugal) as transformações acontecem na mesma. E como são todas ilegais, acabam por se fazer as transformações mais perigosas.
Algumas pessoas aceitam esta proibição com o argumento de nos proteger de um suposto mau gosto.
Mas temos que nos lembrar que o mau gosto é um Direito Democrático.
A meu ver o princípio da liberdade individual é razão suficiente para permitir que sejam feitas transformações aos veículos.
Mas para quem não pensa assim, existem outros argumentos.
A transformação de automóveis é uma indústria, que tal como todas as outras indústrias desenvolve a economia e dá emprego.
E ao proibirmos a transformação de automóveis, estamos a fazer com que existam muitas transformações de automóveis ilegais sem quaisquer cuidados pondo em perigo a vida daqueles que o fazem e de todos os outros que os encontram na estrada.
Esta é uma alteração que tem de ser feita e que apenas temos a ganhar.
Comentários
Nunca tinha pensado nisto,
Nunca tinha pensado nisto, mas concordo.
Malta do Tuning
Até concordo com o post. Mas em termos de marketing político, há de ter cuidado para não pensarem que o MLS é composto por malta do tuning. Repara não é um juízo de valor contra o mau gosto, mas maior parte das pessoas tendem a não se identificar com aquilo que a maioria acha mau. Repara no jogo de associação: tuning, pessoas desocupadas e sem inserção profissional, picanços na ponte vasco da gama, acidentes na estrada. Depois mesmo que se trate uma questão de estética e se ache que o carro tunado é algo bonito, existe normalmente uma correlação negativa entre carro atraente/gajo feio e carro feio/gajo atraente. Quem tende a gastar mto dinheiro no carro fa-lo por falta de outros atributos.
Bem sei que são apenas juízos de valor.. mas hoje apeteceu-me ser preconceituoso. Qualquer pessoa individualmente tem o direito de o ser. Repara que eu não estou a ser hipócrita, pois se fosse o caso dizia-te pessoalmente, enquanto subscrevia o post. Vejo mal a promoção do tuning. Mas também vejo mal a promoção da sua aceitação social através de um projecto político. Qualquer dia vem aí uma norma europeia e resolve o assunto. O pessoal ainda pensa que isto é malta do tuning, e eu tenho a minha foto aí algures. Eu bem sei que a lei n faz sentido, mas n dês cana!
pois pois
"mas hoje apeteceu-me ser preconceituoso."
sim sim. conta-me histórias
mas relativamente ao marketing político:
não era muito coerente defendermos a legalização da prostituição e não da transformação de automóveis.
É que sendo os dois sub-culturas, apenas o são porque são ilegais.
Concordo
É um facto que o tuning prima pela absoluta falta de gosto, embora também seja um facto que é essencialmente uma questão de liberdade individual. O que tem de acontecer (e isto é inegociável) é a certificação de que o automóvel respeita normas de segurança, ambiente, etc.. A poluição (nomeadamente a sonora) e as transformações que tornem os automóveis menos seguros implicam o balanceamento com a liberdade dos restantes indivíduos.