
A (mais que provável) falsificação de uma eleição no Quénia descambou em violência. A violência rapidamente atingiu proporções desastrosas, com centenas de mortos, alguns deles assassinados em cisrcunstâncias verdadeiramente pavorosas.
É um cenário expectável num país cuja população nos últimos anos cresceu a uma das taxas mais elevadas do mundo, consistentemente 2,5% ao ano. Quando a população cresce, anos a fio, a uma tal taxa, a economia é incapaz de criar empregos para todos os jovens que, em cada ano, entram na força de trabalho. O desemprego alastra e as condições sociais pioram. Simultaneamente, o ambiente mostra-se incapaz de sustentar o número exagerado de seres humanos: há falta de espaço para construir casas, estradas e, simultaneamente, manter suficiente terra arável que dê de comer a essa gente toda. Sob o colapso económico, crescem os ódios entre as pessoas, as quais cada vez mais sentem que há no país gente a mais a disputar recursos a menos. À menor faísca, estala a guerra e a mortandade, brutais: ansiosas por se livrar do excesso de seres humanos, as pessoas desatam a matar a torto e a direito, por dá-cá-aquela-palha.
O cenário verificou-se no Ruanda há alguns anos, de uma forma particularmente dramática. Mas esteve também por detrás de guerra civil na Argélia. Agora é no Quénia, que foi outrora uma das nações melhor governadas de África.
A limitação do crescimento da população é imprescindível se não queremos assistir a espetáculos deploráveis como este.
Comentários
à força?
A questão é: tem o estado o direito de promover ou impor uma tal restrição de nascimentos? No primeiro caso, duvido que a simples promoção surta efeito em tempo útil.