
Os tibetanos que se manifestam contra a ocupação do seu país pelos chineses (e, presumivelmente, pelo retorno à monarquia teocrática do Dalai Lama) são bons. Os polícias e soldados chineses que os reprimem são maus e dever-se-iam ir embora.
Os sérvios de Kosovska Mitrovica que se manifestam contra a ocupação do seu país pelos europeus (e, presumivelmente, pelo retorno ao regime nacionalista de Slobodan Milosević) são maus. Os polícias e soldados europes que os reprimem são bons e devem lá ficar.
Comentários
Os americanos que retiraram
Os americanos que retiraram a liderança de Saddam Hussein do Iraque, interessados em estabilizar uma região estratégica e em certa medida salvar a pele, são maus. Os insurgentes que matam indiscriminadamente militares e civis sem pedir nada em concreto, são bons.
Conceitos estranhos
Ó Filipe,
- salvar a pele face a um tipo que volta e meia levava com umas bombas na cabeça para não cantar de galo;
- estabilizar causando uma guerra civil sem fim à vista;
não estarás um pouco baralhado?
O cobiçado lugar celestial
O Tibete foi um território sempre cobiçado pelos seus vizinhos e não só, Índia, Mongólia, China, Reino Unido e Rússia são alguns dos mais recentes países que tiveram um interesse beligerante sobre o território.
Actualmente a Índia ainda cobiça uma pequena parte do território tibetano, sendo a maior parte do Tibete ocupada pela República Popular da China, não esquecendo que a República da China (Taiwan) que também reclama o território como seu. E nisto como óbvio uma parte do povo tibetano reclama a independência.
Não há nada mais falso do que a história de Tibete como um estado independente na história recente. Depois da invasão e posterior retirada mongol no sec XIII, Tibete passou a fazer parte do Império Yuan (parte da China).
Sendo um território longínquo Tibete gozou sempre uma autonomia especial, apesar de ter havido um zig zag constante em relação ao seu poder de autodeterminação. Já no sec XX no meio da confusão da criação da República da China os tibetanos conseguiram expulsar as tropas chinesas. Contudo, à falta de um entendimento de quem estaria em melhor posição para assinar o tratado tibetano-mongol, o território nunca foi formalizado como independente, e permaneceu no limbo da política internacional.
Em 1950, o exército da República Popular da China voltou a ocupar Tibete e retirou a sua autonomia alargada. Quando as pessoas reclamam a “independência” referem-se a esse período, de 1913 a 1950.
De 1913 a 1950 sob “governação” de Dalai Lama, Tibete decidiu isolar-se do mundo para se tornar num Estado Religioso. Mas não foi uma era pacífica, porque havia vários interesses instalados, vários feudos, colégio dos monges, guerra de poderes. No meio disto tudo quem pagou foi o povo, já que viu limitada a sua escolha para fazer o que quer que seja, pois o interesse do Dalai Lama foi manter a tradição. Iliteracia, fome, miséria eram comuns.
É verdade que China pecou em vários aspectos, o mais grave pela violação dos direitos humanos, mas também trouxe desenvolvimento, literacia, e muito dinheiro, e perante isto Dalai Lama acusa as autoridades chinesas de “genocídio cultural”? Quem terá razão no meio destes dois extremos?
E se agora aparecesse um novo Salazar que defende o retorno à tradição Portuguesa, limitando a escolha dos portugueses, isolando novamente o pais? Será ele BOM?
A leviandade com que comentou a situação, e a falta de informação com que colocou o comentário, faria mais sentido colocar o seu post em Humor em vez Política Internacional. Estou certo que a clareza como distingue o bem do mal em situações tão complexas faria rir uma criança.
Falta de sentido de humor
Hardcandy, Você demonstra uma notória falta de sentido de humor, e não consegue compreender que o meu post é puramente irónico.
Luís Lavoura
Sorry
Sorry
Dou-te duas opções:
1) deixar matar centenas de milhares de pessoas em paz
2) pegar numa arma e lutar pela sobrevivência - aquilo a que chamas guerra