Está talvez na hora de pedir a demissão do ministro por permitir que prossiga a onda de crimes sem fim à vista, a não ser que a água cubra tudo e resolva o problema.
Refiro-me, obviamente, à onda de crimes que assola a linha férrea do Tua, em Trás-os-Montes, e que parece não ter fim à vista.
Em pleno Agosto, a sociedade, os partidos e a opinião esiveram preocupados com uma suposta vaga de insegurança e criminalidade que assola o País. Por condicionantes sociais e culturais, vejo-me “obrigado” a ler o Correio da Manhã todos os dias – e não notei grandes alterações na criminalidade apresentada ao longo do ano. O que se passa é que alguns acontecimentos que só tinham destaque no Correio da Manhã passaram a ter destaque em todos os jornais e televisões (e certamente que o caso dos reféns do BES influiu decisivamente na percepção pública do fenómeno.) De qualquer forma, recordo-me perfeitamente de uma “onda de crimes” que envolvia assaltos a bombas de gasolina e à actriz Lídia Franco, por volta de 2000, e foi um fenómenos que desapareceu tão depressa como apareceu. Na verdade, e contrariamente ao que dizia o Dr. Arroja, apesar de todo o secularismo e modernização que tem “assolado” o país nos últimos anos, não se nota um aumento de criminalidade em relação a essa vaga de crimes de 2000.
(A leitura regular do Correio da Manhã provoca sentimentos populistas e radicais nas pessoas. Ao lê-lo todos os dias desde há muitos meses, sinto uma necessidade raivosa e pouco racional de implementação de medidas de protecção de mulheres e crianças, cuja principal fonte de insegurança é, DE LONGE, pessoas como maridos, namorados e padrastos, muito mais que a criminalidade que se tem falado ultimamente. Medidas como a lei do divórcio vetada recentemente, ou medidas no sentido de apoiar pessoas que não conseguem sair desse círculo vicioso de violência, seja por razões económicas, culturais ou mesmo psicológicas e mentais, e também medidas rigorosas de controlo do uso e posse de arma, numa sociedade que, talvez a bem do conceito de “família”, se esquece de pedir “mão pesada” para estes criminosos, que são, repito, infinitamente mais perigosos, em qualidade e quantidade.)
Comentários
gostei
Gostei do post Ismael,
mas aqui entre nós.
talvez queiras omitir que lês o Correio da Manhã
;)
:)
Eu também gostei da intervenção e partilho inteiramente a opinião do Ismael relativamente ao Correio da Manhã. Às vezes no local onde almoço só está disponível o referido diário e sinto-me imediatamente em pânico, residindo num país em que a criminalidade é enorme, e que parece que estas são as notícias que realmente interessam (as primeiras páginas do jornal são inteiramente dedicadas a notícias de crimes).
E tal como Ismael dei que este estilo do CM passou por exemplo para o Diário de Notícias em Agosto.
Também gostei muito do
Também gostei muito do texto e partilho inteiramente dessa visão ;)
o CM devia vir com um aviso
o CM devia vir com um aviso na capa: "Não incline o jornal senão ainda se suja com o sangue".
CM
Nos locais onde habitualmente almoço, não há outras leituras disponíveis que não o Correio da Manhã e, evidentemente, o omnipresente A Bola. ;-)
demissão
Eu não li a parte do post sobre o "Correio da Manhã", mas li a primeira parte do post, sobre os desastres na linha do Tua e sobre pedir a demissão do ministro. E concordo com essa parte do post. Aquele ministro Mário Lino é uma gigantesca nódoa no governo. E devemos lembrar-nos que, aquando do acidente da ponte de Entre-os-Rios, o ministro Coelho se demitiu, como lhe competia. Era o que o ministro Lino deveria também fazer.
Luís Lavoura