OCDE: Portugal deve mudar sistema da formação

Retrato de Maurits van der Hoofd

13/12/2006 - Portugal will need to invest more over the long term in its universities and other post-secondary schooling institutions if it wants to raise attainment levels to standards similar to those of other European countries, according to an OECD review of Portugal’s tertiary education system to be published next year.

Improving research and innovation is a key strategic objective of the Portuguese government, and the OECD review will suggest a number of qualitative changes in Portugal’s tertiary education system and its management in order to enhance performance in this area.

Portugal’s tertiary education sector has expanded significantly over the last 20 years, but participation and overall educational attainment levels remain below European standards and enrolment rates have begun to decline, largely due to demographic changes. Major changes in the governance and management of higher education institutions are needed to bring them into line with national goals, encourage responsiveness and efficiency and improve quality of provision, according to the OECD.

The conclusions of the OECD review were discussed with Portuguese authorities in Lisbon on 13 December 2006, and the full report will be published in 2007. Portugal is expected to produce a follow-up report in about two years’ time on progress and developments.

As part of a strategy for change, the OECD recommends the establishment of a high-level national Council on higher education, chaired by the Prime Minister and housed in the Ministry of Science, Technology and Higher Education. The OECD review will also contain recommendations for governance of institutions, among them that the national Government focus on strategic direction, leaving institutions wide latitude for accomplishing public priorities consistent with their mission.

Performance contracts, negotiated with each institution, are proposed as the main vehicle for steering institutions to align their mission to national goals for tertiary education. The report will also address such issues as the student social support system, private contribution and access; improving quality and building excellence; outward orientation and external stakeholder involvement.

Artigo OCDE

Total population aged 25 to 64 (%) having completed at least upper secondary education, in 2005

89.9 Czech Republic
89.1 Estonia
88.2 Norway
87.9 Slovakia
87.6 Lithuania
86.0 Switzerland
84.8 Poland
84.5 Latvia
83.6 Sweden
83.1 Germany
81.0 Denmark
80.6 Austria
80.3 Slovenia
78.8 Finland
76.4 Hungary
73.1 Romania
72.8 Croatia
72.5 Bulgaria
71.8 Netherlands
71.7 United Kingdom
66.6 Cyprus
66.4 France
66.1 Belgium
65.9 Luxembourg
65.2 Ireland
62.9 Iceland
60.0 Greece
50.4 Italy
48.5 Spain
26.5 Portugal
25.3 Malta

Source Eurostat

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Retrato de Luís Lavoura

O que é importante neste

O que é importante neste post não são, verdadeiramente, as recomendações da OCDE sobre o sistema universitário português. O que é verdadeiramente importante são os dados sobre as qualificações da população portuguesa em matéria de educação SECUNDÁRIA. Neles se vê que Portugal e Malta estão numa classe à parte, com apenas 25% da população a ter uma educação secundária completa. Todos os restantes países têm 50% ou mais da população nessas condições. Muitos aproximam-se mesmo dos 90%.

Ou seja, aquilo que falha, em Portugal, não é tanto a educação universitária. É a educação básica em geral. Portugal não é capaz, pura simplesmente, de dar uma educação de nível liceal à generalidade, ou sequer à maior parte, da sua população.

Retrato de Hugo Garcia

herança histórica

Embora o Luis Lavoura tenha razão naquilo que diz é preciso ter em conta certos factores ao analisar aqueles números.

Os dados correspondem a pessoas até aos 64 anos de idade.
Todos sabemos que as gerações mais velhas em Portugal não tiveram quase acesso nenhum à educação. Assim sendo estes dados revelam um mal que não é o de hoje onde já muito foi feito.

No entanto, não deixa de ser verdade a interpretação feita. Contudo o mal não se foca no acesso à educação como antes. Agora o mal foca-se noutras questões como o abandono escolar, o insucesso e a falta de qualidade do mesmo.

Retrato de Maurits van der Hoofd

Herença histórica?

Eu também concordo com os comentários do Luis.

Sobre a parte do Hugo:

"Salazar authorized the creation of a new technical university in Lisbon in 1930. But for the next three decades, educational innovation lagged, illiteracy remained high, vocational training was almost nonexistent, and Portugal reverted to a situation of quasifeudalism with the most backward economy and education in Western Europe. Only in the mid-1960s did the country make public education available for all children between the ages of six and twelve. The government enacted laws to equalize educational opportunities, but implementation lagged behind."

OK, numa ditadura formação é normalmente mal, porque uma população bem formada é sempre um risco para ditadores. Roménia no outro lado, foi um ditadora até 1989 e tem dados muito melhores do que Portugal. Porque?

Mas ditadoras felizmente desaparecem, também em Portugal em 1974. Mas depois:

"As of 1987, 87.4 percent of Portuguese completed less than the upper level of secondary school, a rate that had improved only slightly in recent decades, and was much inferior to the EC average of 54 percent."

A taxa de sucesso baixou-se. Taxas de obtenção de um diploma de fim de estudos secundários eram os seguintes:

Ano 1995/6 1997/8 1999/0
Mas __47,1 __41,0 __38,3
Fem __65,1 __55,6 __54,7
Total _56,0 __48,2 __46,3

http://www.giase.min-edu.pt/upload/docs/sep.pdf

É obvio que a situação é melhor do que em 1974. Mas não percebo porque Portugal tem resultados tal maus, quando Espanha e Grécia com histórias muito parecidas conseguiram atingir níveis de formação muito mais altos.

http://www.giase.min-edu.pt/content03.asp?newsID=1138&auxID=sabiaque

Para parafrasear o Hugo: o mal ainda é o de hoje onde muito ainda não foi feito.

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Maurits é membro do MLS, D66, e LYMEC

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