Para quem ainda não reparou, não foram os EUA que evitaram ou ilibaram Pinochet do julgamento.
Para quem ainda não reparou, os julgamentos de Milosevic e de Saddam não foram feitos pelos EUA.
Para quem ainda não reparou, não há nenhuma nação europeia com vontade de ser a tal "potência democrática" ou dar origem em conjunto com outras de ser a dita-cuja. A Europa possui um património intelectual e de inestimável valor, mas treme de medo a cada ameaça e desde as guerras mundiais que anda a pedir ao Tio Sam dinheiro e ajuda militar sempre que a Alemanha e/ou a Rússia "levantam a crina". Quando os EUA tomam decisões controversas e difíceis aí os europeus julgam-se os donos da verdade e toca a atacar o Tio Sam. Se um dia acontecer aquilo que se tem tentado evitar e as agressões por parte do expansionismo islâmico começaram a ocorrer, volta a Europa a gritar´"ó tio, ó tio". E aí eu vou querer saber o que têm a dizer os antiamericanos arautos dos direitos humanos... Se calhar vão culpar os EUA da situação enquanto os respectivos estados não têm outro remédio se não pedir ajuda.
Desculpem-me, mas há comentários e certo tipo de análises com os quais eu não posso estar de acordo. Há certos discursos provenientes de uma certa esquerda que eu me limito a rir, pois quem os profere é igual a si próprio. Num espaço no qual me encontro inserido, denominado de liberal, não posso limitar-me a rir. Quando muito posso é ir pregar para outra freguesia, se for caso disso...
Comentários
Sobre os arautos
"antiamericanos arautos dos direitos humanos"
Pois eu achava que os "pró-americanos" é que eram "arautos dos direitos humanos"! Opá, eles até há americanos, dos genuínos, tipos como os da Human Rights Watch (http://www.hrw.org/), que estão sempre com essa coisa dos direitos humanos para a frente e para trás... Há coisas tão simples ainda para aprender! Até dá vontade de rir com os enganos em que a gente acredita.
Que tal, ninguém tem razão?
Não me parece que os EUA são o representante do Diabo na terra, mas também não me parece que a França o seja.
Todos os países defendem os seus interesses como podem, têm governantes que vão e vêm e que eu saiba não há nenhum que seja o representante do liberalismo na terra.
Quanto ao resto, usem argumentos inteligente e se não se importam, tratem-se uns aos outros, civilizadamente e linguagem de gente crescida. :)
Eu por cá, vou continuar a criticar quem viola os direitos humanos, seja ele os EUA, a França, a Rússia ou o Irão e quem manda democracias abaixo e apoia ditaduras.
No Iraque, que eu saiba, por exemplo, foram os americanos que de início apoiaram o Saddam e os franceses e russos que lhe deram apoio nos últimos dias.
Opá. Então há americanos
Opá. Então há americanos dos genuínos? Incrível! E então também há dos falsos! Realmente há coisas muito importantes e simples para aprender! Se eu acredito "em enganos", então parto do princípio que o meu(minha) amigo(a) é o(a) dono(a) da verdade! Quando for grande quero ser como o(a) senhor(a).
Talvez por isso tenha a autoridade moral de sob anonimato apelar à censura. Mas nós continuamos à espera que nos fala a revelação da verdade.
Pedro José Félix
Censura?!
Já que o PedroFélix colocou aqui um post, que inicialmente impedia comentários, e que depois retirou, tendo sido assim impossível comentar o que nele era dito, vou então fazer isso agora já que o assunto foi outra vez levantado.
No cimo da coluna da direita está algo denominado Política Editorial, que diz: "Este é um espaço de liberdade de expressão, destinado a todos aqueles que concordem com a nossa declaração de princípios."
Ou seja, não é destinado a quem não concorda com a declaração de princípios do MLS. Torna-se assim óbvio que quem redigiu a Política Editorial deste site tinha em mente que nem todas as opiniões seriam aqui aceites. Aliás, qualquer site colectivo funciona dessa maneira, e muitos já acabaram porque os que neles escreviam divergiram a dada altura sobre o que era ou não permissível defender no site em questão.
Vamos a exemplos. Seria admissível neste site defender: que se retire o direito de voto às mulheres? que se expulse todos os portugueses de pele negra do país? a pena de morte? a execução duns tantos traficantes de droga apanhados na rua, para ver se aprendiam ? arrasar os bairros sociais com maior tráfico de droga a tiros de tanque?... Seria, PedroFélix? Acha que este site deve estar verdadeiramente aberto a todo e qualquer tipo de opiniões? Se sim, então devia conversar mais com os seus colegas do MSL, pois não me parece que de todo concordem consigo, em particular quem definiu a Política Editorial deste site. Se não, então onde está agora a sua oposição à "censura"?...
Pode argumentar que aquilo que foi defendido no post do Filipe Melo Sousa não era um tão grave ataque aos princípios do MLS como seria a defesa das ideias acima expostas, mas estava errado. E o que me preocupa é haver números substanciais de pessoas com o mesmo tipo de embotamento emocional. Ou seja, como é que é possível haver gente que se indigna com o assassínio que lê no jornal, e depois advoga o bombardeamento e consequente execução de milhares e milhares de pessoas, completamente indiferente ao sofrimento inflingido? Como ?!... É algo que realmente me revolta. Parecem crianças a brincar com jogos de vídeo. Carrega-se num botão e Pum! O "inimigo é arrasado e nós ganhamos!... Os Mortos são só Estatísticas.
Comparado com a implementação das ideias acima expostas, bombardear o Irão, "se necessário com bombas atómicas", resultaria num incomensurável maior sofrimento efectivo para seres humanos como eu e o PedroFélix. Obviamente, isso não me parece de todo coerente com os princípios do Liberalismo e do MLS em particular.
Tudo muito bem, Sr.(a)
Tudo muito bem, Sr.(a) Viana. Tem razão quanto à política editorial.
Quanto ao dito post, nunca tive intenção de publicar textos a impedir a inserção de comentários, pois nem sei como neste blog isso se faz. Mesmo que soubesse, como no meu próprio blog pessoal permito comentários, não seria aqui que eu iria impedir.
Permita-me apenas sugerir-lhe que não se revolte tanto com as ideias dos outros. Eu não me revolto com as suas. Embora acho típico de alguma exaltação emocional confundir espírito crítico quanto à mentalidade vigente com a defesa de estatégias de genocídio militar. Aliás eu nem tenho consola de playstation...
Não concordo com algumas das suas ideias, mas nem por isso vou apelar à censura. Quanto à indignação perante "o bombardeamento e consequente execução de milhares e milhares de pessoas" ninguém lhe garante que eu fique mais indiferente que o sr(a), apenas me questiono quem está de ambos os lados. Quem será capaz do quê. O que motiva ambos. E chego à conclusão de que não posso simpatizar com países nos quais este tipo de diálogo seria impossível. O que não signifique que eu passe a ser partidário do Bush! A Human Rights Watch faz um trabalho esplêndido, mas vê-se impotente perante diversos países do Médio Oriente. E quando as forças de comando desses países tiverem poder efectivo será precisamente organizações como a Human Rights Watch que eles vãoa tacar primeiro.
Mas não lhe quero maçar com supostas lições, pois o Sr.(a) deve saber isto bem melhor do que eu. Aliás como já aqui disse eu certezas tenho poucas. Mas não estou sozinho nas poucas e modestas que tenho. A maior de todas é que consigo conviver perfeitamente quem tenha posições diferentes das minhas, embora às vezes goste de chocar um pouco, mas até calha bem para agitar um bocadinho os ânimos...
Sinceros cumprimentos
Pedro José Félix
Pedro José Félix
Já que me metem ao barulho..
Em post algum meu alguma vez foi defendido que se ataque o Irão com armas atómicas. Lamento o procedimento populista que consiste em retirar frases descontextualizadas de um texto para dizer que na verdade se apoia algo. Nem defendia eu isso no meu post, nem defendia o seu autor.
O mesmo aconteceu com o papa Bento XVI quando lhe foram retiradas frases em que ele citava um texto de um imperador Bizantino. Ao aparecer essa citação descontextualizada nos telejornais, foram-lhe imediatamente atribuídas as palavras que não lhe pertenciam, como se fosse a opinião própria.
Por favor Sr. Viana alguma honestidade intelectual, ok? Eu nem deveria fazer a síntese do que está exposto, porque quem lê deve perceber o que está escrito. E é verdade que o texto é muito longo. Mas já que se insiste em deturpar a ideia ali desenvolvida, a estrutura do texto era a seguinte:
Avaliam-se duas abordagens hipotéticas completamente diferentes que NÃO são a actual política americana:
- Uma abordagem que o autor classifica como "impiedosa", que inclui o alegado bombardeamento com largas vítimas civis
- Uma abordagem apaziguadora que é uma crítica em tom de paródia à actual política externa americana