Interessante para Portugal

Retrato de Luís Lavoura

No Economist desta semana, um artigo debruça-se sobre uma tecnologia que poderá ser de extrema importância no futuro em geral, e para Portugal em particular: ventoinhas eólicas flutuantes.

O vento no alto mar sopra tipicamente a uma velocidade muito superior à obtida em terra. E a diferença na velocidade repercute-se tremendamente no potencial energético: um vento duas vezes mais veloz significa uma potência energética quatro vezes maior.

As atuais ventoinhas eólicas implantadas no mar estão fixadas no fundo, em mares de profundidade inferior a quarenta metros. Isso é viável em locais como o Mar do Norte, na costa inglesa e dinamarquesa. Mas ao longo da nossa costa, em que a profundidade aumenta rapidamente até muitas centenas de metros, tais ventoinhas são inviáveis.

Entretanto, as ventoinhas eólicas estão a aumentar de tamanho cada vez mais. As mais modernas - e eficientes - são gigantes que produzem cinco Megawatts de energia cada. Só se pode implantar duas ventoinhas dessas por cada quilómetro quadrado. Essas ventoinhas gigantescas provocam grande impacto na paisagem, e grande destruição da natureza (abertura de grandes estradões até ao alto dos montes) para a sua implantação e manutenção.

A solução óbvia para tudo isto é tentar implantar essas ventoinhas gigantescas no alto mar, a grande distância da costa, a flutuar e não fixas ao fundo. Está-se a trabalhar ativamente nesse tipo de solução, e prevê-se que ela comece a chegar ao mercado - a custos compatíveis - dentro de cinco a dez anos.

Será certamente ótimo para Portugal, que dispõe de muito mar. Mas, como de costume, teremos que ir comprar a tecnologia a empresas estrangeiras.

Comentários

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Gravar configuração" para activar as suas alterações.

Eólicas

Não me incomoda muito esse impacto visual - na verdade, alguns parques eólicos que conheço tornaram-se "museus de ciência" ao ar livre, e que podiam tornar-se museus a sério se alguem pegasse na ideia - mas certamente que o potencial eólico do nosso mar não é de desprezar.

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Gravar configuração" para activar as suas alterações.