Não fica demonstrada a causalidade. Até se pode dizer que a UE continua a existir _porque_ não há conflitos.
Mas já agora, faça-se o mesmo exercício para a ONU. Inúmeras guerras e "crimes contra a Humanidade". Pela mesma (falta de) lógica, podia-se argumentar que as guerras deveram-se à ONU. Ou que a ONU existe devido às guerras.
Até se pode dizer que [os EUA] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [o Canadá] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [o Brasil] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Bélgica] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Austrália] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Alemanha] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Suíça] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Áustria] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Aqueles que são "pró-americanos" e "contra-UE", eu só me pergunto, porque são tão "pró-federação-americana". É que todos os argumentos que podem ser usados contra a União Europeia, podem ser aplicados (e foram-no no passado), na mesma medida contra os EUA. Culturalmente existem diferenças significativas entre os vários estados americanos, algumas bem maiores que entre Portugal e Espanha, por exemplo e todos os argumentos económicos podem ser aplicados da mesma forma em ambos os continentes.
De um ponto de vista liberal-ortodoxo faz tanto (pouco) sentido uma União Europeia, como uns Estados Unidos da América. Sejam coerentes. ;)
Pois claro. Ao absurdo. É por isso que a argumentação do post é non sequitur.
Também não houve conflitos dentro da OTAN. Logo, quem é pela paz só pode ser pela OTAN. Também não houve conflitos dentro do Pacto de Varsóvia. Logo, quem é pela paz só pode ser pela Cortina de Ferro. Não segue.
«Também não houve conflitos dentro do Pacto de Varsóvia.»
Acho que é melhor reveres as tuas fontes de história.
Já para não dizer que o teu post fede do mais puro relativismo moral ao comparar uma livre e voluntária associação de estados livres com o pacto de Varsóvia.
Por fim reclamas (já por duas vezes) a falha de um argumento que o meu post simplesmente não tenciona fazer. Que é pensar que a EU garantirá a paz na Europa. O que acrescento agora, é que a única garantia que temos é que um regresso ao tribalismo nacionalista trará inevitavelmente guerra. A melhor forma que eu visiono de evitar esse regresso (entre as várias possíveis) é justamente a UE, espelhando embora em sentido contrário (de oeste para leste) o Federalismo Americano.
Agora o argumento que reclamas como erróneo, não o estou a fazer, nem muito nem pouco.
Estranha "União" que em vez de unir a Europa, define como prioridade extender-se à Ásia Menor, deixando massacres ocorrer nos Europeus excluídos. De certeza que não foi por falta de meios. Prioridades.
Foram os malvados americanos belicistas que impediram uma repetição desta vergonha no continente europeu, ao ocupar, e muito bem, o Kosovo.
Mais um troféu de incompetência para a agenda europeia. E para a ONU. Também mostrou ser o bobo da corte, ao mandar os capacetes azuis assistir aos massacres, e deixar andar.
O Pacifismo exacerbado da Europa, do pós-WWII trouxe obviamente os seus males.
Mas os eventos do Kosovo só reforçaram ainda mais a minha convicção Europeísta em prol dos seus valores comuns, mas não só. A UE tem de estar também preparada para defender por si próprio esses valores. O facto da defesa do continente europeu estar actualmente a cargo de cerca de 200 mil soldados Americanos destacados, mesmo no contexto da NATO, é um dado que devia em conjunto com as suas consequências (como o Kosovo) deviam envergonhar qualquer cidadão Europeu.
pacifismo exarcebado esse que continua a ser fomentado, e bem patente em muitas posições irrealistas de quem teme mais os polícias de segurança do que uma célula terrorista empenhada em causar mortes de civis num país europeu. É essa a actual mentalidade europeia. É esa a política externa da união europeia
exactamente a mesma lógica permissiva, e não-intervencionista, que permitiu à Alemanha desrespeitar o tratado de versalhes
inevitavelmente tem-se recurso à América. Na WWI, WW2, guerra fria, assim como no mundo pós 911. sendo estes os facínoras belicistas que nos salvam sempre a pele
Comentários
UE
As vantagens são óbvias. Pode ser até que alguma alma caridosa da UE queira vir governar esta desgraça que é Portugal.
Não fica demonstrada a
Não fica demonstrada a causalidade. Até se pode dizer que a UE continua a existir _porque_ não há conflitos.
Mas já agora, faça-se o mesmo exercício para a ONU. Inúmeras guerras e "crimes contra a Humanidade". Pela mesma (falta de) lógica, podia-se argumentar que as guerras deveram-se à ONU. Ou que a ONU existe devido às guerras.
Federalismo
Até se pode dizer que [os EUA] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [o Canadá] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [o Brasil] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Bélgica] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Austrália] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Alemanha] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Suíça] continua a existir _porque_ não há conflitos.
Até se pode dizer que [a Áustria] continua a existir _porque_ não há conflitos.
E assim sucessivamente.
Estados Unidos
Aqueles que são "pró-americanos" e "contra-UE", eu só me pergunto, porque são tão "pró-federação-americana". É que todos os argumentos que podem ser usados contra a União Europeia, podem ser aplicados (e foram-no no passado), na mesma medida contra os EUA. Culturalmente existem diferenças significativas entre os vários estados americanos, algumas bem maiores que entre Portugal e Espanha, por exemplo e todos os argumentos económicos podem ser aplicados da mesma forma em ambos os continentes.
De um ponto de vista liberal-ortodoxo faz tanto (pouco) sentido uma União Europeia, como uns Estados Unidos da América. Sejam coerentes. ;)
Pois claro. Ao absurdo. É
Pois claro. Ao absurdo. É por isso que a argumentação do post é non sequitur.
Também não houve conflitos dentro da OTAN. Logo, quem é pela paz só pode ser pela OTAN. Também não houve conflitos dentro do Pacto de Varsóvia. Logo, quem é pela paz só pode ser pela Cortina de Ferro. Não segue.
Também não houve conflitos
«Também não houve conflitos dentro do Pacto de Varsóvia.»
Acho que é melhor reveres as tuas fontes de história.
Já para não dizer que o teu post fede do mais puro relativismo moral ao comparar uma livre e voluntária associação de estados livres com o pacto de Varsóvia.
Por fim reclamas (já por duas vezes) a falha de um argumento que o meu post simplesmente não tenciona fazer. Que é pensar que a EU garantirá a paz na Europa. O que acrescento agora, é que a única garantia que temos é que um regresso ao tribalismo nacionalista trará inevitavelmente guerra. A melhor forma que eu visiono de evitar esse regresso (entre as várias possíveis) é justamente a UE, espelhando embora em sentido contrário (de oeste para leste) o Federalismo Americano.
Agora o argumento que reclamas como erróneo, não o estou a fazer, nem muito nem pouco.
Agora o argumento que
Agora o argumento que reclamas como erróneo, não o estou a fazer, nem muito nem pouco.
É verdade, erro meu, fica retirado, com desculpas.
Didn't happen
Didn't happen

Didn't happen

Didn't happen

It happened.
Just not in the EU.
Se as tragédias da Jugoslávia indicaram alguma coisa foi a falta de uma adequada, força e política de segurança própria da UE.
Estranha "União"
Estranha "União" que em vez de unir a Europa, define como prioridade extender-se à Ásia Menor, deixando massacres ocorrer nos Europeus excluídos. De certeza que não foi por falta de meios. Prioridades.
Pergunto-me onde está a "união" da Europa.
Ironicamente
Foram os malvados americanos belicistas que impediram uma repetição desta vergonha no continente europeu, ao ocupar, e muito bem, o Kosovo.
Mais um troféu de incompetência para a agenda europeia. E para a ONU. Também mostrou ser o bobo da corte, ao mandar os capacetes azuis assistir aos massacres, e deixar andar.
Tell me something I don't know.
O Pacifismo exacerbado da Europa, do pós-WWII trouxe obviamente os seus males.
Mas os eventos do Kosovo só reforçaram ainda mais a minha convicção Europeísta em prol dos seus valores comuns, mas não só. A UE tem de estar também preparada para defender por si próprio esses valores. O facto da defesa do continente europeu estar actualmente a cargo de cerca de 200 mil soldados Americanos destacados, mesmo no contexto da NATO, é um dado que devia em conjunto com as suas consequências (como o Kosovo) deviam envergonhar qualquer cidadão Europeu.
Pacifismo Exacerbado
pacifismo exarcebado esse que continua a ser fomentado, e bem patente em muitas posições irrealistas de quem teme mais os polícias de segurança do que uma célula terrorista empenhada em causar mortes de civis num país europeu. É essa a actual mentalidade europeia. É esa a política externa da união europeia
exactamente a mesma lógica permissiva, e não-intervencionista, que permitiu à Alemanha desrespeitar o tratado de versalhes
inevitavelmente tem-se recurso à América. Na WWI, WW2, guerra fria, assim como no mundo pós 911. sendo estes os facínoras belicistas que nos salvam sempre a pele