O Pai deste novo conceito "Flexigurança", o dinamarquês Poul Nyrup Rasmussen, ex-Primeiro Ministro, que esteve recentemente em Portugal para assistir ao Congresso do PS, em pequena entrevista à revista Visão, esclarece que:
"Chamamos Flexigurança a uma combinação da flexibilidade com uma nova segurança social. É um misto de reformas.
Em França, por exemplo, o Governo só fala de flexibilidade. E há uma tradição da esquerda europeia de só falar da segurança. Eu falo das duas. Nós falamos das duas. Vejo que o Governo de José, aqui, fala das duas."
Dado que a implementação deste conceito é uma aposta pessoal de José Sócrates, nomeadamente pela comissão já constituída para a elaboração do futuro Livro Branco sobre o assunto, será um assunto "quente" em 2007.
Pessoalmente, concordo com o conceito. Contudo, resta saber as regras de implementação.
Opiniões?
Comentários
precisa-se mais pormenores
Aparentemente parece-me bem. Agora a realidade é que a operacionalização dessas ideias pode ser muito boa ou muito má.
Precisa-se mais pormenores.
É só uma palavra. Bonita,
É só uma palavra. Bonita, e estamos todos de acordo com ela, mas resta saber como pô-la a funcionar.
É um pouco mais que uma palavra
Mesmo para um socialista, penso que seria melhor flexibilizar totalmente o mercado de trabalho e proteger os eventuais desempregados que essa flexibilização gerasse, que obrigar as empresas a manter empregados contra a sua vontade.
É que ao menos a primeira alternativa diminui o desemprego e aumenta a produtividade. Já a segunda, leva as empresas à falência, aumenta a improdutividade, mantém as pessoas em empregos que elas não gostam e diminui o empreendorismo.
Trabalho temporário
Fui trabalhador temporário até ao mês presente e tenho algumas opiniões sobre essa "subsecção" do conceito de flexigurança.
Do ponto de vista tradicional, o trabalho temporário (TT)é um atentado aos direitos dos trabalhadores. O trabalhador temporário não tem quaisquer garantias contra um despedimento súbito, e tem menos regalias que o trabalhador "normal." Contudo, foi muito proveitoso para mim, em termos pessoais: permitiu-me arranjar trabalho com alguma facilidade e consegui permanecer no emprego, graças ao reconhecimento por parte do empregador.
O TT premeia o mérito e abre caminho à eficiência. Se o sistema funcionar, o trabalhador nem tem de temer pela perda do emprego; poderá facilmente encontrá-lo noutro lado. Por outro lado, gera instabilidade, não em termos de desemprego de longo prazo, mas de instabilidade "mesmo" - alternâncias sucessivas e regulares de emprego, o que é um preço a pagar.
Contudo, os empregos normalmente assegurados pelo TT não são de elevado rendimento, e nada obsta a que o trabalhador português não prefira emigrar a mudar continuamente de emprego. Mas essa questão já não tem a ver com o TT, mas com o funcionamento global da economia.
concordo
Concordo
Proceda-se de acordo com a informação.
flex ignorancia
eu nao concordo com o conceito... jamais vai funcionar em portugal pois em nada tem haver com a Dinamarca...