"Agora, o semanário The Economist alarma-se com a "assustadora" disposição xenófoba de milhões de chineses, sugerindo que a futura superpotência que é a China se poderá tornar mais perigosa do que previam os optimistas."
Diz Sarsfield Cabral no Público. Bate certo com todos os outros sinais alarmantes vindos da China. E apesar dos sinais positivos dos últimos tempos, há coisas que não se resolvem pela guerra mediática.
"The sportive, knightly battle awakens the best human characteristics. It doesn't separate, but unites the combatants in understanding and respect. It also helps to connect the countries in the spirit of peace. That's why the Olympic Flame should never die."
– Adolf Hitler, commenting on the 1936 Berlin Olympic Games
Já agora, foi em 1936 que a chama olímpica pela primeira vez andou de mão em mão...mais uma razão para se sabotar o dito Olympic Torch realy.
"The battles we fought are now taken for granted. Today’s youth aren’t as demanding as in May ’68; they don’t want liberty, they want security.”
François Dubet, professor de sociologia na Universidade de Bordeaux
"I believe in the brotherhood of all men, but I don't believe in wasting brotherhood on anyone who doesn't want to practice it with me. Brotherhood is a two-way street."
Malcom X

[...] pode-se dizer que a ideia de retribuição (da falta) desalojou a de atribuição (da acção ao seu agente).
Quando uma explosão ocorreu num prédio em Setúbal e vários automóveis ficaram danificados, um dos moradores não se lembrou de fazer a coisa por menos: dado que vários dos afectados não tinham seguro contra todos os riscos e de qualquer forma as seguradoras se furtavam a dar sinais de desejar cumprir as suas obrigações, então o Estado tinha de "se chegar à frente" e avançar com o dinheiro para cobrir aquela "calamidade" (quem o ouvisse presumiria que tinha ocorrido um tsunami ou um terramoto).
Agora que o aeroporto já não vai para a Ota, os otários que tentaram antes do tempo construir dezenas e centenas de fogos e foram impedidos temporariamente querem pedir indemnizações. Porquê, não se percebe: só faria sentido construírem algo como a Quinta do Brandão, área onde estava prevista a construção de 2200 fogos se por acaso o aeroporto para ali fosse. De modo que o promotor imobiliário fez apenas aquilo que é inerente ao negócio: tentou adiantar-se, submetendo-se aos riscos inerentes à actividade.
Tanto no primeiro como no segundo caso, tanto na situação de cidadãos comuns como no de empresas de grande dimensão prevalece a ideia de que o Estado (ou seja, todos nós) deve cobrir todos os efeitos dos riscos próprios à vida (ou seja, ao acto de viver): se não fizeram um seguro decente, a culpa não sabem de quem é, mas o Estado é que tem de pagar; se são especuladores e a coisa dá para o torto, o Estado é que tem a culpa e a bem ou a mal tem de cobrir os danos próprios da actividade (só não se percebe por que é que não partilham também com o Estado os resultados da especulação - e não, os negócios nas autarquias não contam para efeitos de cálculo da partilha).


Um apoio para a iniciativa por um referendo europeu: o texto de Miguel Pacheco no Diário Económico:
Haja mais opiniões neste sentido!
"Liberalism is not Socialism, and never will be. There is a great gulf fixed. It is not a gulf of method, it is a gulf of principle. ... Socialism seeks to pull down wealth. Liberalism seeks to raise up poverty. Socialism would destroy private interests; Liberalism would preserve private interests in the only way in which they can be safely and justly preserved, namely by reconciling them with public right. Socialism would kill enterprise; Liberalism would rescue enterprise from the trammels of privilege and preference ... Socialism exalts the rule; Liberalism exalts the man. Socialism attacks capital, Liberalism attacks monopoly."
Winston Churchill


A laicidade ou secularidade do Estado é um real ganho da história e da civilização. Mas, se daqui partirmos [...] para concluir que não lhe deve dar condições de autodesenvolvimento e concretização comunitária, então estamos diante duma laicidade negativa, também designada por laicismo ou secularismo.
A laicidade e a secularidade são boas, o laicismo e o secularismo são maus.
A democracia é boa, ser democrata é mau.
O Benfica está bem, ser benfiquista está mal.
Haver partidos é bom, ser de um partido é mau.
E poderíamos até dizer:
A Igreja Católica é boa, o catolicismo é mau.
É giro, é muita giro. Eles são espertos pá, bué espertos.

Pacheco Pereira (JPP) parece ser daquelas pessoas que fareja a História. Para onde soprarem os ventos, assim vai ele. Em trinta e cinco anos já foi maoísta, socialista liberal, social-democrata, de há uns anos a esta parte é liberal mas começa a fechar o círculo de volta ao totalitarismo e já dá uns passinhos de dança com o neonazismo.
Tudo isto e muito mais está aqui. Para mim é escandaloso que haja pessoas que usem o liberalismo para defender a posse de armas, a revolução armada e a tomada violenta do poder, o tráfico de droga e agressões consecutivas. Inclusivamente houve ataques à propriedade privada. Se a dignidade da pessoa humana não convence certo tipo de "liberais", então vejamos o Porsche que Machado e os seus amigos vandalizaram por ser conduzido por um negro. Vale bem mais que um hectare de milho.
Aproveito para deixar um cartaz que a República Popular Democrática do Abrupto (via Arrastão) deve estar neste momento a imprimir, bem como uma canção que o próprio JPP (aqui com as barbas um pouco mais compridas que o normal e disfarçado de taliban para depois culpar os gajos do BE) estará a ensaiar para cantar em frente da prisão onde Mário Machado estará detido.


Mais algumas citações de Ayn Rand, retiradas do documentário "Ayn Rand: A Sense of Life" que eu gostei particularmente. Uma aborda a questão da importância da auto-estima:
If we have a bad nature, we have no self-esteem. If we have no self-esteem, any demigod can have us. He can order us about because we wouldn't consider ourselves valuable enough to be free. You will be anxious to follow anyone because you don't trust yourself.
O outra, é a prova em como alguém não religioso pode apreciar a vida e ter uma filosofia de vida enriquecedora.
You see, I am an atheist and I have only one religion: the sublime in human nature. There is nothing to approach the sanctity of the highest type of man possible, and there is nothing that gives me the same reverent feeling, the feeling when one's spirit wants to kneel, bare-headed. Do not call it hero worship, because it is more than that. It is a kind of strange and improbable white heat where admiration becomes religion, and religion becomes philosophy, and philosophy–the whole of one’s life.

Vi o documentário "Ayn Rand: A Sense of Life" e há uma frase de Ayn Rand que gostei muito:
I want to make something clear, I am not a conservative. I think that today’s conservatives are worse than today’s liberals. I think that they are, if anyone destroys this country, it will be the conservatives because they do not know how to preach capitalism, to explain it to the people…because they do nothing except apologize and because they are all altruists. They are all based on religious altruism and on that combination of ideas, you cannot save this country.