
Segundo este artigo, há atualmente em Portugal cinco movimentos políticos com ambições de se converterem em partidos políticos.
Visitando os saites desses cinco movimentos, acho curioso constatar que três deles (MMS, PRL e MEP) parecem não ter qualquer ideologia minimamente definida. Ficam-se por palavras vagas como "mérito", "cidadania" e "esperança", próprias de mestres em sociologia mas de bem pouca utilidade para guiar o povo.
Por que será?
Um quarto movimento, o PL, é muito curioso porque, apresentando-se como o partido "da liberdade", faz do controle rigoroso da imigração uma das suas bandeiras. Pelos vistos a liberdade que o PL defende é só para nós, jamais para os imigrantes!

Nota: A carta abaixo foi enviada hoje, 27 de Abril, ao Palácio de Belém, como resposta às preocupações relativamente ao envolvimento da juventude na política, apresentadas ontem pelo Senhor Presidente da República na feira de agro-pecuária Ovibeja.
Exmo. Senhor Presidente da República
Foi com agrado que os membros do MLS - Movimento Liberal Social leram as notícias sobre as suas preocupações relativamente ao "afastamento" dos jovens face à política" manifestadas no passado dia 26 de Abril em Beja.
Não sendo o MLS uma organização juvenil em sentido estrito, pois aceitamos como membros todos os cidadãos, portugueses ou estrangeiros, maiores de 18 anos, somos uma organização política com ambições a partido político, com três anos de existência, que conta aproximadamente com 150 membros que têm uma média de idade claramente abaixo dos 30 anos.
Curiosamente, como jovens que somos, nós desejamos fazer política. No entanto, existem na prática vários obstáculos que dificultam a criação de um partido político em Portugal por jovens, sendo de destacar a fiscalização a nível financeiro feita pelo Tribunal Constitucional aos pequenos partidos. Pensamos ser do seu conhecimento, até porque a sua própria campanha também sofreu com isso, que a fiscalização às campanhas e aos partidos efectuada pelo Tribunal Constitucional se tornou num trágico obstáculo à democracia, num volte de face perverso face ao que era suposto ser o objectivo da fiscalização da actividade financeira de um partido político ou de uma campanha eleitoral.
As multas cobradas anualmente pelo Tribunal Constitucional transformaram-se em algo que os grandes e médios partidos pagam facilmente, pois os seus valores são irrisórios para partidos que recebem centenas de milhar ou milhões de Euro de financiamento público, mas que os pequenos partidos não conseguem pagar, pois têm frequentemente orçamentos anuais inferiores às mesmas e não recebem, como é do seu conhecimento, qualquer financiamento público.
Este não é, é certo, um obstáculo exclusivo à formação de partidos por jovens, no entanto, é um obstáculo bastante relevante, pois muitos jovens ainda não iniciaram a vida profissional, e os que iniciaram não estão muitas vezes, naturalmente, dispostos a arriscar o seu escasso património pessoal por eventuais dívidas que pudessem advir de multas que são muito frequentemente injustas e deslocadas da realidade da gestão de uma organização política. Não lhe vou enunciar nesta carta exemplos, para não me alongar na exposição, mas a pedido poderei fornecer-lhe essa informação, ou estou certo que facilmente um seu assessor lhe fornecerá exemplos que infelizmente roçam a comicidade, lendo os acórdãos do Tribunal Constitucional sobre o tema.
Nós, optámos por criar uma nova organização política pois não nos reconhecemos nos partidos políticos existentes, as propostas que nos oferecem aos problemas da nossa sociedade não nos satisfazem e consideramos ter propostas alternativas válidas para Portugal. Falta-nos dar o passo final, que é ir a eleições, e para isso só pedimos que seja possível criar-se um partido político sem se correr o risco de ficar endividado a nível pessoal, por motivos alheios à nossa vontade e fora do nosso controlo. Criar-se um partido político em Portugal não deve ser um acto de suicídio financeiro. Acreditamos que num sistema político que se afirma democrático tal não será pedir muito.
Colocamo-nos por isso à sua disposição, como jovens que somos e caso entenda ser útil, para partilhar a nossa experiência no âmbito das reuniões que pretende vir a ter com líderes de organizações de juventude para discutir o "afastamento" dos jovens face à política e encontrar soluções para inverter a "grave" situação actual.
Com os meus melhores cumprimentos,
Miguel Duarte
Presidente do MLS – Movimento Liberal Social

[...] as empresas que empreguem trabalhadores sem contrato a termo verão a taxa social única passar dos actuais 23,75, para 22,75 por cento. As empresas que por sua vez contratem trabalhadores com contrato a termo verão a contribuição para a segurança social passar de 23,75 para 26,75.
Público
"Metade ou mais de metade dos desempregados são pessoas que estavam com contratos a prazo. É por isso justo que as empresas que mais utilizam os contratos a prazo sejam as que pagam mais"."Querem ter mais contratos a prazo? Muito bem, mas pagam mais. E nós sabemos que o incentivo económico é a melhor forma de alterarmos as situações. É por isso que hoje a empresa vai pensar duas vezes", disse, afirmando que o Governo está disponível para negociar a proposta com os parceiros sociais, mas não adiará as reformas.
Público
- À primeira vista parece uma idiotice estatista por pretender manipular o mercado em favor dos contratos sem termo;
- À segunda vista parece mais racional, dado que efectivamente as empresas que contratam trabalhadores a termo certo são fonte de maiores encargos para a Segurança Social (ou seja, quem está contratado a termo certo naturalmente que tem períodos de inactividade que precisam de ser cobertos pelo subsídio de desemprego, o que não sucede quem trabalha há 20 anos no mesmo sítio);
- E à terceira vez volta a parecer uma idiotice estatista porque esta alteração serve apenas para punir as empresas e não para resolver o problema dos trabalhadores.
Em vez de reduzir as taxas nos contratos sem termo e aumentar nas empresas que recorrem a contratos a termo certo, que tal pegar nesse dinheiro e constituir contas-poupança individuais e obrigatórias que fossem entregues ao trabalhador após abandonar a empresa, substituindo o subsídio de desemprego (e evitando as burocracias que ele implica) durante um período de tempo variável (dependendo do tempo de trabalho)?
Mas não. Para o governo socialista, a solução tem de passar pelo Estado: o Estado recolhe o dinheiro do trabalho e depois devolve-o como se de uma esmola se tratasse.
"O Presidente da República, Cavaco Silva, revelou hoje que vai reunir em Maio com líderes de organizações de juventude para discutir o "afastamento" dos jovens face à política e encontrar soluções para inverter a "grave" situação actual." in JN
Espero apenas que o PR reuna com alguém mais do que os meros líderes juvenis dos movimentos políticos que, após 34 anos de democracia, pouco mais souberam fazer que descredibilizar continuamente a política e os políticos sérios.
Espero que este seja um encontro aberto a todos os jovens desejosos de mudar Portugal, os verdadeiros líderes do futuro. Espero que o MLS e possíveis outras alternativas ao actual status quo sejam convidados. Espero que este nova "cruzada" do PR não seja apenas uma paixão passageira e espero, também, que dela surjam sementes que fortaleçam a árvore da Democracia e que daqui a poucos anos nasçam os frutos destas novas sementes.

A reforma da lei laboral está a ser bem menos contestada do que no passado as outras revisões do Código de Trabalho o tinham sido. A isso ajuda o facto de o governo ser PS. Não só a opinião pública é normalmente mais mansa com este partido, como também a revisão parece ter em si, apesar de tudo, três das ideias hoje dominantes, tanto à esquerda como à direita.
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A primeira dessas ideias é a do combate aos recibos verdes. Os recibos verdes são usados de uma forma absolutamente abusiva por muitas empresas e pelo próprio Estado. E cada uma dessas situações é mais grave que outras formas de precariedade, como seja o trabalho temporário. No entanto, não só os recibos verdes apesar de tudo cobrem muitas situações nas quais fazem efectivamente sentido, como são numericamente menos relevantes.
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A segunda ideia é a de que é preciso formar e qualificar os trabalhadores para os tornar mais aptos a fazer face a um quadro legislativo mais flexível. Ora esta verdade presumida e completamente infundada de que com formação o Paraíso estará ao alcance da nossa mão deveria já estar morta e enterrada. O problema de Portugal não é falta de gente formada. E não é falta de apoios do Estado à formação. Conto um caso para explicar.
Aqui há dois anos li uma reportagem sobre jovens licenciados que tinham partido em busca de oportunidades que cá não encontravam. O melhor exemplo do que vai mal em Portugal, e em particular nas nossas empresas, é dado por uma rapariga de vinte e poucos anos, de Braga, licenciada em Relações Internacionais e que ganhava €475 numa instituição sem fins lucrativos. Farta de ganhar uma ninharia fez as malas e foi para a Irlanda por duas semanas. Em menos de nada conseguiu trabalho, ganhando cerca de €1200 líquidos numa empresa de e-business. Ao fim de poucos meses a empresa fez-lhe a proposta: tirar uma pós-graduação na área numa das universidades da cidade. Ela teria de suportar os €3000 euros das propinas. Se passasse e continuasse na empresa, devolver-lhe-iam o dinheiro. Ela assim fez. Terminada a formação, a empresa deu-lhe efectivamente o dinheiro e aumentou-a dos €1200 iniciais para €1600.
Tudo isto se passou sem Estado à mistura, apenas com o trabalho da rapariga e a honestidade e a aposta nas pessoas da empresa. Ora nada disto poderia acontecer em Portugal. Porquê? Aqui vai:
- Nenhuma empresa portuguesa pedirá nestas circunstâncias menos que licenciatura em engenharia ou gestão/economia como qualificação de acesso;
- Nenhuma empresa portuguesa estaria disposta a celebrar (e muito menos cumprir) um acordo de cavalheiros com um trabalhador;
- Nenhuma empresa portuguesa aceitaria que um trabalhador passasse a ganhar mais por ter procurado e conseguido mais formação técnica;
- Muito menos aceitaria pagar a formação do trabalhador; a solução preferida seria um programa manhoso subsidiado pelo Estado.
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A terceira ideia que se mantém é a de que os contratos devem, preferencialmente, ser sem termo. Digam-me uma só coisa à face da Terra ou na vida dos homens que não tenha um fim e aí eu poderei ponderar novamente a minha posição, mas até lá parece-me que, se realmente tenho de dizer que um tipo de contrato faz mais sentido que outro, então o contrato mais lógico é o contrato a termo certo. Tudo na vida tem um prazo. Até a própria vida. Para quê então inventar contratos de trabalho eternos?
Mas não quero ir para o outro extremo. Não quero que a lei diga que os contratos a termo certo são melhores que os outros. Porque quais os melhores contratos, isso só as empresas e os indivíduos saberão, casuisticamente, dizer. Não me parece que seja tarefa do Estado dizer que as empresas devem preferencialmente fazer assim ou assado. Deve sem dúvida estabelecer indemnizações por despedimento, indemnizações por caducidade de contrato (e para mim deveria haver ambas as indemnizações) e prazos de aviso diferenciados, consoante as situações* mas deve fugir de qualquer tipo de moralização a respeito das opções de vida dos indivíduos ou de gestão das empresas.
É uma absoluta falácia acreditar que contratos mais longos favorecem o trabalhador**. Para isso é preciso acreditar que o trabalhador tem interesse em estar vários anos no mesmo sítio. E isso está longe de ser óbvio. Eu tenho muito mais poder (e tiro melhores contrapartidas financeiras) em contratos curtos (nos quais eu posso ir-me embora e receber indemnização, forçando a entidade patronal a seduzir-me com melhores condições) que em contratos longos. Neles, por um lado a acomodação leva os indivíduos a passivamente colocarem-se à sombra da empresa e a não procurar melhores oportunidades e por outro a mudança de emprego pode acarretar penalizações financeiras e salariais.
Em suma, o fundamental do que está mal no mundo do trabalho entre nós deve-se a uma questão mais de mentalidade que de lei. Mas se não tivéssemos uma lei tão má, muitas mentalidades desempenariam. A questão é que não vai ser desta que vamos mudar a sério.
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* Em contratos sem termo e de longa duração o pré-aviso deve ser dado com maior antecedência e a indemnização por despedimento deve ser, em termos absolutos, maior; em contratos com termo certo e de menor duração o prazo deve ser maior e as indemnizações, em termos relativos, maiores.
** Há uns dias falei com um rapaz que está há oito anos a trabalhar na mesma empresa subcontratado numa empresa de trabalho temporário. Há quatro ficou efectivo por essa empresa e desde então que não tem tido aumentos salariais: ganha 476 euros de salário base desde 2004 e está feliz da vida, não se despedindo porque não quer perder os 8000 euros de indemnização que receberia se fosse despedido.

Ontem à tarde na Rádio Europa ouvi o Adolfo Mesquita Nunes no programa Descubra as Diferenças dar, a respeito do 25 de Abril, uma das piruetas argumentativas mais espantosas que já tenho lido, ouvido ou visto nos últimos tempos. Rejeitando o dia e as cerimónias como uma sobrevivência do PREC, afirmou que muito mais importante que o 25 de Abril seria, por exemplo, o 1 de Dezembro. Ao fim e ao cabo, é o dia das restauração da independência, que coisa pode haver de mais importante que essa?
Bom, uma míriade de coisas. E que alguém inteligente e que gosta de defender o seu liberalismo não o perceba, não deixa de ser confrangedor.
Em primeiro lugar, eu nunca percebi por que é que em momento algum, mas absolutamente nenhum, o CDS é capaz de aplaudir o 25 de Abril. A cassete do PREC é sempre a resposta, como se o 25 de Abril fosse o PREC. Podem até dizer que o 25 de Abril, sem o 25 de Novembro, não seria nada. E eu e muitos mais concordaremos. Mas o 25 de Abril não foi o PREC. Foi o derrube da ditadura (que por acaso - ou não - era de direita mas que para o caso é irrelevante - ou não) que durante 48 anos oprimiu Portugal. Ora qualquer pessoa ou instituição que rejeite sistematicamente o 25 de Abril está a dizer muito (muito mais que aquilo que gostaria, muito mais que aquilo que admite) a respeito dos seus sentimentos a respeito da ditadura. Já para não dizer que concentrar toda a atenção sobre violações dos direitos, liberdades e garantias que ocorreram durante ano e meio (e de um lado apenas do conflito, como se fosse um período em que havia santos de um lado e pecadores do outro) e esquecer um período bem mais vasto é, vá lá, estranho, direi mesmo, um pouco hipócrita e, enfim, um tanto ou quanto fascizante.
Em segundo lugar, e foi mais isto que me levou a escrever, a tentiva gorada de fugir ao desmascaramento da cassete do CDS por parte da apresentadora do programa com o recurso ao patrioteirismo. Ora, ele, como liberal, deveria ser o primeiro a rejeitar esse tipo de concepções. O que afirmou é que, muito mais importante que viver em democracia, é o país ser independente. Ou seja, e em teoria, poder-se-ia dizer: antes um ditador português que uma democracia estrangeira. Pois eu, felizmente, discordo. Sendo eu anti-iberista, se me dessem a escolher entre integrar Portugal em Espanha ou que o nosso actual regime fosse substituído por uma ditadura, não hesitaria: preferia ser um cidadão de uma Espanha democrática a um súbdito de um tiranete autóctone.
É só por isso que o 25 de Abril é mais importante que o 1 de Dezembro: a dignidade do indivíduo vem sempre antes de qualquer outra coisa. Mas isto com certeza deve ser o meu PREC'ismo a falar. A Ala Liberal soma e segue...
Lisboa, 22 de Abril de 2008 - O Movimento Liberal Social (MLS) criticou hoje duramente as propostas apresentadas por José Sócrates para a revisão do Código do Trabalho. As mesmas não permitem dar resposta ao urgente incremento da competitividade da economia nacional e são mesmo contraproducentes ao penalizarem as empresas que necessitam de flexibilidade para sobreviver.
O MLS considera que a actual lei laboral portuguesa é demasiado rígida, colocando excessivos obstáculos ao despedimento de trabalhadores. A proposta revisão do código laboral, ao invés de atenuar este efeito, opta por penalizar as empresas que não efectivem os seus trabalhadores, comprometendo assim o futuro das empresas e consequentemente, o dos próprios trabalhadores.
O MLS considera que a forma normal e preferível de contratação de trabalhadores deve ser o contrato de trabalho sem termo. No entanto, o MLS sabe que, por uma variedade de circunstâncias, uma empresa pode ter necessidade de despedir um qualquer dos seus trabalhadores, devendo tal despedimento ser permitido sem invocação de justa causa.
O MLS considera que a necessidade de alegação de uma "justa" causa para o despedimento de um trabalhador transforma um facto que deveria ser normal, num drama de carácter judicial, com custos para ambas as partes e para o Estado.
Neste sentido, o Movimento Liberal Social propõe que o despedimento sem alegação de justa causa seja possível a qualquer momento e para qualquer trabalhador, mediante o respeito pelo pré-aviso e uma indemnização que tenha em conta os anos de trabalho do colaborador.
Miguel Duarte, presidente do MLS declarou sobre este tema: "É preferível flexibilizar o mercado de trabalho, garantindo a competitividade da nossa economia, e consequentemente mais empregos e melhores salários, à situação actual, que este governo parece desejar manter, em que há uma elevada taxa de desemprego e os trabalhadores têm que se sujeitar ao que lhes é oferecido. Se desejamos resolver de facto o drama dos recibos verdes, a única solução é flexibilizar os actuais contratos de trabalho sem termo".
alguém contabilizou o número de vezes que a palavra Liberal foi mencionada no Prós e Contras de hoje? De repente Liberal transformou-se numa buzzword após a crise de uns certos laranjas?

Colapsou a tentativa por parte de alguns militantes do CDS-PP de formar uma "Ala Liberal" nesse partido. Ao que parece, de entre os mais de 5.000 militantes que o partido se ufana de ter - conforme declarou ao Tribunal Constitucional -, só se conseguiu arranjar uns 200 que apoiassem a criação oficial de uma tal Ala.
Não é resultado que me surprenda, e facilmente o interpreto. Primeiro, o CDS não tem de facto 5.000 militantes, terá muito menos do que isso. Segundo, os militantes do CDS, na sua imensa maioria, não são liberais nem estão interessados em sê-lo. O CDS nunca foi um partido liberal, e por que motivo haveriam agora os seus militantes de estar interessados em converter-se em massa a uma nova ideologia política, a qual é de facto contrária a tudo aquilo que o seu partido tem defendido e praticado ao longo dos anos?
Nem o CDS nem o PSD, digo eu.

Sobre o caminho que o PSD devia seguir, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, defende que «devia virar à direita», transformar-se «num partido mais liberal, um partido mais conservador». Apesar de tudo, diz, «Não acredito que o PSD se possa regenerar» porque está «dessincronizado de tal maneira do seu eleitorado, está de tal maneira ocupado por pessoas que vivem apenas para a política, que não desempenha uma função sistémica».
Declarações de Miguel Júdice
Alguém me vai ter que explicar como transformar o PSD num partido mais "Liberal" o iria transformar também num partido mais "Conservador".

É quase inacreditável esta notícia no DN de hoje. O deputado do Partido da Nova Democracia na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, Baltasar Aguiar, propõe a construção de uma estátua ao "amado líder da Madeira Nova, dr. Alberto João Jardim". De facto, "este ilustre e intrépido guia e mentor do Madeirense Novo merece uma [...] significativa homenagem", a qual deverá ser constituída, de acordo com a proposta de Baltasar Aguiar, por uma "estátua em bronze ou outro metal nobre, com cerca de 50 metros de altura" (a altura de um prédio de 15 andares). Essa estátua deverá "possuir uma escada interior que permita aos visitantes a subida até à altura da cabeça dessa obra de arte, de onde poderão observar a baía e a mui nobre cidade do Funchal, através dos olhos do seu amado líder", mais ou menos como o Cristo-Rei em Almada. Mas a estátua será não apenas contemplativa, mas também ativa, pois que deverá ser concebida por forma que "a estátua acompanhe o movimento do sol" e também "na altura do zénite do astro-rei, emita a estátua um forte silvo, que simbolize para as gerações vindouras os imortais dotes oratórios de Jardim", sendo tudo isto movido, segundo a proposta de Balatasar Aguiar, através de "energia [...] fornecida pelas ondas do mar".
Melhor do que isto, só mesmo na Coreia do Norte do já falecido "querido líder" Kim Il Sung!
MLS crítica projectos de lei do PS e BE sobre o casamento
Lisboa, 27 de Março de 2008 - O Movimento Liberal Social (MLS) afirma que o caminho tomado pelo Partido Socialista (PS) e pelo Bloco de Esquerda (BE), ao apresentarem projectos de lei no sentido da modificação das condições para um divórcio, é um caminho errado. Para o MLS, as condições nas quais um divórcio poderá ter lugar deverão ser, tais como outras condições do contrato de casamento, objecto da livre negociação e da livre decisão dos nubentes.
Não deve ser o Estado a determinar que a "violação dos deveres conjugais" - seja qual fôr o entendimento que dessa expressão se faça - pode ou não pode ser motivo para um divórcio: devem ser os noivos que, no momento do casamento, livremente contratualizam isso. Também não é ao Estado que compete determinar que o divórcio pode ou não pode decorrer da vontade de apenas um dos cônjuges - devem ser os noivos que, livremente, decidem num ou no outro sentido.
O MLS é a favor de uma sociedade de liberdade e responsabilidade, na qual os cidadãos tenham a maior liberdade para estabelecer as condições dos contratos que entre si estabelecem, incluindo o contrato de casamento, e em que se responsabilizem por, depois, cumprir essas condições. O MLS considera que o casamento e o divórcio se encontram excessivamente regulamentados pelo Estado, conferindo pouca ou nenhuma liberdade aos noivos para fazerem as suas opções próprias. O MLS considera que os projectos de lei do PS e do BE enfermam ambos do vício de persistir neste erro de uma excessiva regulamentação e padronização, pelo Estado, do casamento e do divórcio.
O Movimento Liberal Social aproveita a ocasião para declarar que é urgente permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, eliminando uma discriminação anacrónica e sem sentido que permanece na legislação portuguesa. As pessoas adultas devem ser livres de se casar com quem quiserem, para os objectivos e nas condições que desejarem.

Os partidos da direita portuguesa (PSD e CDS) continuam por aí a correr às voltas, como baratas tontas, sem saberem o que querem nem para onde querem ir. Ora vão para a esquerda, como quando pretendem acabar com a avaliação dos professores (até já apresentaram na Assembleia da República projetos de lei nesse sentido!), ora vão para a direita, como quando desejam (o CDS) chamar à Assembleia o dr. Marinho Pinto, só porque este discorda de que seja judicialmente investigada uma aluna que lutou com a professora em diferido na internet.
Entretanto, correndo em sentido ortogonal anda o dr. Luís Filipe Menezes, líder do confuso PSD e notória barata, notoriamente tonto. Segundo ele, e segundo projeto de lei que o PSD apresentará em breve, a definição dos horários do comércio deve ser feita pelas Câmaras Municipais. A ideia do dr. Menezes deve ser fazer como ele fez com o El Corte Inglés, que do Porto veio para Gaia: os municípios à luta uns com os outros, com uns a obrigarem os hipermercados a fechar ao domingo, outros a obrigá-los a fechar à sexta-feira. Substituir o poder do Estado central pelo poder dos municípios.
Já agora, dr. Luís Filipe Menezes, sugiro que as Juntas de Freguesia também tenham o direito de definir a que horas devem abrir e fechar as mercearias. E que as Câmaras tenham o poder de fixar o preço da carcaça, da bica e do gasóleo no respetivo território municipal

O líder do PS/Porto, Renato Sampaio, manifestou-se hoje "apreensivo" com a possibilidade de ser convocada uma manifestação de professores para as imediações do pavilhão do Académico do Porto, no sábado, onde os socialistas realizarão um comício nacional.
Segundo o dirigente socialista, a manifestação está a ser convocada por SMS e por email "de forma anónima" e, a concretizar-se, poderá levantar problemas de segurança, já que o PS conta juntar no seu comício cerca de sete mil apoiantes.
"Considero que uma manifestação convocada anonimamente com o objectivo de condicionar os socialistas é mais uma demonstração de práticas anti-democráticas", acusou Renato Sampaio.
Desde quando a realização de uma manifestação em frente de um congresso do partido político é uma prática anti-democrática? O anti-democrático parece-me outro...

"A maior surpresa é esta: porque é que há tanta gente sem cartão de utente?"
Comentário de Pimenta Marinho da ARS do Norte, devido à descoberta que 1,3 milhões de portugueses não estão sequer inscritos no Serviço Nacional de Saúde.
Será porque, o SNS não presta e quem pode ter seguro privado nem lá põe os pés? Pessoalmente, não me lembro qual foi a última vez que usei o SNS. Felizmente tenho um bom seguro privado e não tenho que sujeitar-me a horas de espera no hospital do SNS, ou meses de espera por uma consulta num centro de saúde.
No entanto, Pimenta Marinho deveria era agradecer a esses 1,3 milhões de portugueses que não estão inscritos no SNS, mais a outros tantos que estão inscritos mas não põem lá os pés (o meu caso). É que se a coisa é como é, imagine-se como seria se todos os que contribuem para o SNS o usassem!