Numa profissão que exige muita criatividade é certo que haverá ideias menos felizes a serem concretizadas (em marketing isso significa quase sempre, mas não quero ir por aí).
De há uns dias a esta parte vi uns cartazes, no metro, da cerveja Tagus que nos questionam se somos heteros e que apelam ao
Orgulho Hetero, havendo até
um espaço em que todos os heteros do país, fartos de serem discriminados e ghettizados em bares manhosos do Príncipe Real, podem encontrar pares (fui ao sítio, e na verdade fiquei mais com a impressão que aquilo vai servir é para encher os mails de campanhas publicitárias, mas isso também não interessa nada).
O que me chateia nesta campanha é a ligeireza com que o tema (o orgulho gay, expressão que não me agrada mas que compreendo na medida em que é um combate à homofobia e não uma minimização dos "não-gay") é tratado. Verdade seja dita, de uma cerveja que patrocina os festivais "académicos" (não, não vou voltar à vaca fria das praxes) não espero grande coisa. Mas isto é bastante diferente. Sobretudo, é um tema que a direita (PP e PNR sobretudo - não, não estou a dizer que os dois são a mesma coisa, estou a dizer que têm abordagens muito semelhantes em muitos pontos, o que não quer dizer que o PP seja - porque não é - de extrema-direita) costuma utilizar, um estilo de tratar as coisas - esta ideia de que a família tradicional está a ser destruída, que se está a discriminar negativamente os heterossexuais apenas porque as minorias sexuais começam a ser respeitadas, que os ricos são perseguidos apenas por serem obrigados a pagar impostos, que o casamento está a ser posto em causa, que a Igreja é uma pobre coitada impotente perante o avanço inexorável e maquinado por estranhas, invisíveis (talvez, digo eu, porque inexistentes, ao contrário da Opus Dei) forças que visam instituir coisas abomináveis como o laicismo e o secularismo.
Por conseguinte, esta é das campanhas publicitárias nacionais mais politizadas de que me recordo. Não se admirem pois os marketeiros de o consumo também ele se politizar. Claro - o nicho de marcado PNR é todo deles. Mas, entre cidadãos que não simpatizam com a campanha, e aqueles que não a percebem (estou a pensar naqueles - que ainda existirão - para quem a expressão hetero ainda é vagamente nebulosa) parece-me que à partida a urina de burro com nome de rio parte em desvantagem.
NOTA - dado que duas pessoas (pelo menos) terão pensado que estes cartazes são os que estão nos mupis, aqui vai o esclarecimento: estes cartazes são um ataque à campanha da Tagus e estãoa circular em vários blogs que já pude ler. Creio que o que reúne maior quantidade é este. Reitero que o sítio da campanha da Tagus é este e só este: http://www.orgulhohetero.com/.
Peço desculpa pelos possíveis erros e espero que tenha ficado claro.


Entretanto, surgem já ideias para futuras campanhas da Tagus, como por exemplo o
Orgulho Jovem ou o
Orgulho Macho. Creio que são ideias tão indigentes do ponto de vista intelectual quanto a original. Creio que estão ao nível dos marketeiros da Tagus que, certamente, aproveitá-las-ão.
Comentários
alto aí
desculpa-me mas não posso ficar calado
Num país em que não se sabe o que é o Marketing toda a gente manda bitaites.
Marketing em Portugal é como ovnis e et's.
Curiosamente toda a gente sabe como são os extra-terrestres. Olhos grandes baixinhos, super inteligentes, esguios, etc.
Deixem-me então tentar explicar a campanha da Tagus.
O mercado das cervejas em Portugal está muito desequilibrado sendo que a maioria dos consumidores prefere Super-bock e Sagres.
Mas no entanto existem muitas dezenas de marcas de cervejas em Portugal.
Essas que entram, procuram cantinhos de consumidores, referidos como nichos. Pequenos grupos com uma característica em comum.
Neste caso, o público alvo apresenta as seguintes categorias:
- intelectualmente abaixo da média
- sexualmente abaixo das expectativas
Vá lá que eu sou politicamente correcto ou teria dito "grunhos com falta de sexo".
E isto é o que ninguem entende sobre Marketing. PAra pessoas inteligentes fazem-se campanhas inteligentes, para pessoas burras fazem-se campanhas burras. E estas questões debatem-se assim friamente.
"Diz-me o que consomes, dir-te-ei quem és"
Qualidade da campanha
MAs note-se que tendo em consideração o público-alvo que se adivinha,
esta campanha está um ESPETÁCULO
Panteras
Eu acho a campanha da Tagus deveras estúpida, mas não a interpreto de forma negativa como neste post. De facto, as imagens dos posts apontam para manifestações de homofobia mas são, implicitamente, críticas dessas manifestações. Os dizeres nos cartazes descrevem essas manifestações de homofobia de forma objetiva, não as aplaudindo de nenhuma forma.
Devo salientar que o grupo Panteras Rosas, que é uma associação de combate à homofobia, até se "solidarizou" ou apoiou esta campanha publicitária, em comunicado ontem divulgado.
Luís Lavoura
Engano
Luís, os cartazes que estão no meu post e que fui "roubar" a outros blogs são cartazes que pessoas estão a fazer para gozar com, e combater a, campanha da Tagus. A campanha da Tagus é exclusivamente "Orgulho Hetero".
Beba Tagus, lol
Igor, a campanha não diz nada disso. Podes afirmar o orgulho em ser hetero, sem prejuízo de ninguém. A campanha apenas quer associar uma marca a um certo tipo de pessoas. Não é novidade nenhuma.
Eu acho que este tipo de reacções são de pessoas que têm complexos com a sua identidade. Não há nada que se sentir ameaçado.
chacota
A expressão "orgulho hetero" é uma provocação à expressão "orgulho gay".
É claro que se se pode dizer orgulho gay, também se pode dizer orgulho hetero.
Mas a expressão orgulho gay tem um significado de luta contra a humilhação e de afirmar o direito à existência e à dignidade.
E quando alguém usa uma expressão como "orgulho hetero" está notóriamente a fazê-lo com a intenção de gozar com quem procura respeito.
Tá bem abelha
Deixei de acreditar no Pai Natal aos 4 anos.
Ho-Ho-Ho!
Embora tenha sido bastante crente noutras mitologias, é curioso que no Pai Natal nunca acreditei.
Bom post Igor.
O nome opus gay é uma
O nome opus gay é uma provocação ao nome da opus dei. Ainda por cima uma cópia trapalhona, uma vez que perde o significado genitivo. Mas também, calculo que quem lhe atribuiu o nome não perdeu tempo a tecer tais considerações. Pouco importa a expressão da qual o slogan se inspira, a verdade, é que a associação entre a cerveja Tagus e o público hetero não fere ninguém. Não é, como disse, novidade nenhuma associar uma marca ao seu público alvo. Há de convir que uma mesa posta com tremoços e cerveja, com rapazes sentados a ver a bola não é o esterótipo gay. A identidade hetero nasce, como muitas outras por demarcação de uma outra.
Pergunto-me porque neste caso se coloca a questão das pessoas que não são o público alvo. Se não são o público alvo, não deveria ser objecto de discussão. Cada um tem apenas de ter o seu espaço.
opus gay
já me tinha lembrado dessa ;-)
De facto, também é uma provocação mas a realidade é que neste campo existe um opressor e um oprimido.
E atenção que eu não questiono nem um bocadinho se eles têm o direito a fazer uma campanha desta.
Mas vejo esta campanha como uma prova forte da existência (como se fosse novidade) de um grupo social muito grande, que acumulando a uma grande falta de desenvolvimento pessoal, continua a gostar da opressão que existe aos homossexuais.
Como o Hugo refere, há a
Como o Hugo refere, há a questão da opressão. Compreendo que esse tipo de considerações tu não as faças, mas é aí que, como já sabemos, se estende a fractura ideológica que nos separa.
A questão não está nos tremoços. Aliás, nesta campanha não há tremoços. Os tremoços não ofendem ninguém porque não visam atacar ninguém. Ninguém se sente ofendido com a campanha dos pêlos no peito do bagaço São Domingos.
O que esta campanha faz é subliminarmente dizer que os heterossexuais têm de se libertar de uma suposta opressão LGBT. Pretender outra coisa que não esta só pode resultar de uma de duas situações: ou boa, ou má fé. No segundo caso, está tudo dito - os "nacionalistas" também não dizem que odeiam os negros, apenas que os querem daqui para fora. No primeiro caso, ingenuidade é o mínimo que se possa dizer.
Não há nada de errado em
Não há nada de errado em haver um grupo de interesses hetero. Agir em nome do próprio interesse não quer dizer forçosamente que se pretende oprimir os restantes. Igor, repara que a agenda dita LGBT avança muito para além dos direitos fundamentais do indivíduo, para se alargar a affirmative actions, e demais interesses corporativistas. Um interesse do portal hetero pode ser simplesmente travar os privilégios para uma minoria que os reclama para si. Não chamo a isso opressão.
Sob a bandeira do dito "orgulho gay" não se encontram os gays, mas sim associações que apenas se representam a si mesmo, e aos seus membros. Se fores a ver o número de aderentes desses movimentos, vais constatar que essas associações são minúsculas, e que os seus dirigentes estão deslocados da realidade. Eu bem sei que as associações querem-se representativas, mas ora pergunta a pessoas não-aderentes a imagem que têm dessas associações. No ano passado na marcha do 25 de abril, a sua comitiva estava atrás do MLS. Garanto-te que nenhuma pessoa normal se reconhece naquelas reivindicações e palavras de ordem.
Três questões
A que actos de affirmative action é que te referes? Casamento? Adopção? Não-discriminação laboral em razão da orientação sexual?
Apoio todos os três e não vão de forma nenhuma além dos "direitos fundamentais". Concedo que a adopção tem de ter uma abordagem cuidada e não pode ser já a seguir, mas apenas quando a questão surgir com real necessidade (e uma vez aprovadas uniões de facto e casamento, a questão vai surgir naturalmente).
A menos que por "direitos fundamentais" entendas o direito a não ser apedrejado ou qualquer coisa do género, o que a mim me parece disparatado e, falando muito directamente, inaceitável. Até porque numa sociedade em que uma transexual é apedrejada até à morte, o juiz afirma que é brincadeira de crianças e toda a gente consente, não me parece que estejamos perante uma situação em que estejam garantidos até mesmo esses direitos minimalistas que os libertários sempre gostam de ceder apenas aos fracos, deixando aos outros como direitos naturais e óbvios os de fazerem tudo o que quiserem - conquanto, para manter os direitos minimalistas dos fracos, não apedrejem ninguém. Mas se apedrejarem, tudo bem, paciência.
Direitos fundamental é o direito de fazer rigorosamente tudo aquilo que em nada cerceie a liberdade alheia e duas mulheres ou dois homens casarem-se enquadra-se nesta perspectiva, como se enquadra nesta perspectiva o direito de não se ser despedido por se ser homossexual, ou negro, ou branco, ou heterossexual, ou judeu, budista, ateu, etc..
Não sei o que entendes por "affirmative action" aqui, mas acho curiosíssimo que consigas sequer conceber a ideia segundo qual as minorias sexuais portuguesas possam ser uma minoria com privilégios cuja manutenção/expansão é necessário travar.
Gostaria de perceber se concordas com os privilégios das maiorias (já que te limitas às minorias) e gostaria igualmente de perceber se estás contra os privilégios que as poucas centenas de famílias que de facto governam o país há cerca de 150 anos detêm, sejam eles garantidos pela lei ou pela prática.
Gostaria de perceber se é contra o provilégio que te insurges, ou se é contra os direitos de determinados grupos.
Em resumo, quero pedir-te várias coisas:
- Sendo tu alguém que preza o pensamento lógico a resposta a estas duas questões afigura-se-me imperiosa;
- Que esclareças se achas que as minorias sexuais são privilegiadas;
- Que explicites o que entendes aqui por "affirmative action" e por direitos fundamentais.
Uma pena
"A verdade é que és livre de escolher. És livre de sair e de te divertires com quem tu quiseres. És livre de te assumires como és. A verdade é que és livre de dizer o que pensas e de te manifestares a favor ou contra esta campanha. A verdade é que és livre de ser feliz."
Ao ler este texto, que terá sido divulgado pela Tagus, dirigi-me ao sítio da campanha. http://www.orgulhohetero.com/ - vazio. Fui então ao sítio principal da Tagus, para ver se lá estaria o texto. Nada. A campanha foi substituída por uma mais antiga, sobre qualquer coisa também não muito brilhante sobre Tunas e Verdade (creio que as maiúsculas ficam aqui bem).
É uma pena que a Tagus tenha retirado a campanha. Sobretudo tenho pena dos accionistas da Tagus. A campanha afastou alguns clientes, e os que poderia ter aproximado por defender esta ideia do cerco das minorias sexuais, perdeu-os com alguma falta daquilo que vulgarmente se diz que está entre as pernas mas que em boa verdade está na Vontade (mantenho-me nas maiúsculas). Chocou, é um facto. Mas se não abriu as portas do mercado, serviu para quê?
Em todo o caso, os pseudo-politicamente-incorrectos que afirmam que a família está em perigo, a raça branca a ser exterminada, a religião a ser perseguida e outros disparates que tais podem regozijar-se. Aí está mais uma prova da existência do lobby gay, essa invenção de um homem que se passeou de tanga nas ruas daquela que seria na altura a capital nacional da pedofilia.
Eles pareciam estúpidos. Mas começo a perceber que talvez vejam mais longe do que eu pensava.
Queixa no ICAP...
"Publicidade discriminatória origina críticas, contra-companha e queixa no ICAP
A última campanha da cerveja Tagus já originou uma queixa no Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade (ICAP) para além de uma contra-campanha da associação Panteras Rosa e de críticas de um dirigente do Bloco de Esquerda. Na origem da discórdia, está o conceito de comunicação da empresa que incita à formação de uma comunidade online exclusiva a heterosexuais.
Segundo Sara Martinho, autora da queixa junto do ICAP, citada pelo jornal Meios & Publicidade, o objectivo da campanha da Tagus, "explicitamente manifestado no portal da empresa, é promover o convívio entre jovens de sexo oposto. Contudo, a forma como a Tagus decidiu conduzir a campanha pareceu-me intencionalmente jocosa e provocatória pela negativa". A militante dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), que aguarda por uma decisão do organismo auto-regulador, acredita que esta acção “brinca com uma realidade demasiado séria, referindo-se a uma característica, a heterossexualidade, que sendo dominante e aceite por todos à partida, não discriminada, não precisa de causa ou manifesto”. A responsável sublinha que "falar de orgulho gay ou orgulho hetero é, como, por exemplo, falar de orgulho branco e orgulho negro”, adiantando que “sendo o primeiro associado à opressão e discriminação, que lhe é correctamente imputada, e o segundo visto como a luta por liberdades e igualdades plenas na sociedade”.
Sentido das Letras / Copyright 2007"
http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=6812620
As associações LGBT morderam o isco lançado pelo marketing da Tagus. A sua reacção era obviamente a 2ª fase da campanha.
Esta campanha comercial nada tem de inocente, estes senhores são profissionais! e as reacções das associações LGBT são tão previsíveis que até podem ser usadas em campanhas para vender cevada fermentada.
No passado já foram usadas por partidos políticos e deitadas fora, não conseguindo grande coisa em troca. Agora deixam-se ser usadas por cervejeiras meio manhosas. Vejamos:
Aos olhos do público-alvo da campanha e não só, os heteros representados pela Tagus estão a ser vítimas de censura na manifestação do seu “orgulho” por parte do obscuro loby gay.
E mais ainda, o “loby gay” conseguiu acabar com um site de “engates” com “gajas bêbadas”, o que vitima os “grunhos” no acesso ao sexo fácil.
A Tagus tem tudo a ganhar polémica, fala-se da marca que é o que interessa. Heteros e gays nada ganham.
Mesmo tendo em conta o património histórico da expressão “orgulho gay” , não consta que a expressão “orgulho” tenha os direitos de autor registados por alguma orientação sexual. Goste-se ou não, os heteros têm toda a liberdade de expressão de manifestar o seu orgulho e de se associarem. Estamos num país livre.
Os direitos dos gays são direitos humanos. Devem ser preferencialmente defendidos por associações de defesa dos direitos humanos, movimentos e partidos políticos, não por lobys.
Estas associações, em Portugal sem grande número de membros, representam apenas os seus líderes, são facilmente associadas ao obscuro “loby gay”, por isso já são contraproducentes na defesa dos direitos dos gays.
Orgulho branco
Se a campanha da Tagus fosse http://orgulhobranco.com/ dir-se-ía a mesma coisa? O único motivo que leva a esta diferença de atitudes tem que ver com as verdades assumidas e a "moralina" (a nicotina versão moral) que tolda o juízo. Hoje em dia já ninguém é racista, ninguém é antidemocrata e começa até a haver incómodo quando alguém é acusado de homofobia. São coisas feias, não se deve ser estas coisas. E, no entanto, alguém acredita verdadeiramente que não há racistas, não há antidemocratas nem homofóbicos?
Se a Tagus realmente quisesse fazer um hino a esta concepção tortuosa de liberdade, diria "Orgulho Branco". Não o fez porque para além de homofóbicos são tremendamente cobardes. É mais fácil bater nas minorias sexuais que nas minorias raciais.
De qualquer das formas, é interessante que a campanha tenha tido muito pouca repercussão. Nos media nem sequer se falou dela. Foi um flop. Creio mesmo que quem não venha aos blogues, ao ver o segundo cartaz da campanha nem sequer o perceba.
Hipocrisia
Seja estúpida ou não a campanha, é de uma terrível hipocrisia a comunidade gay opor-se tanto a isto.
Então só alguns é que podem ter comunidades exclusivas, só porque são menos?
É como favorecer a Igreja (ou uma outra religião com menos crentes) só porque é uma minoria.
E que ideia tal reacção dá dessas comunidades gays? Serão comunidades heterofóbicas? Se orgulho hetero é ofensivo, porque não será também "orgulho gay" ofensivo?
Tal reacção só ajuda quem seria homofóbico a ficar mais ainda.
Eu cá não gosto de discriminação. Discriminação positiva incluída.
Repetindo
Se a campanha da Tagus fosse http://orgulhobranco.com/ dir-se-ía a mesma coisa? O único motivo que leva a esta diferença de atitudes tem que ver com as verdades assumidas e a "moralina" (a nicotina versão moral) que tolda o juízo. Hoje em dia já ninguém é racista, ninguém é antidemocrata e começa até a haver incómodo quando alguém é acusado de homofobia. São coisas feias, não se deve ser estas coisas. E, no entanto, alguém acredita verdadeiramente que não há racistas, não há antidemocratas nem homofóbicos?
Creio que os argumentos a respeito do significado da expressão "orgulho gay" - que como também já disse não me agrada mas que compreendo - já foram explicitados. Creio que será disparatado repisar o assunto por um motivo simples: quem não vê a diferença está precisamente naquele patamar do não aceitar ser acusado de racismo/homofobia/machismo/etc. porque isso não é socialmente aceite.
Actualmente já não há pessoas assim (homofóbicas, no caso) e até o PNR é a favor da democracia. Alguém acredita mesmo nisso?
A censura
Eu fiquei desiludido com a retirada da campanha, e abstive-me portanto de continuar a comentar. Mas chego à conclusão de que as associações LGBT são de facto liberticidas. Este é um exemplo em como a censura surtiu efeito. E é esta estupidez contra-producente que gera sentimentos de antipatia para com os gays. Ainda mais que este tipo de reacções e apelos não vem de nenhuma "comunidade", mas antes de pequenas associações que não representam ninguém. Apenas organizam desfiles de carnaval.