Complicar ainda mais o sistema fiscal, diminuir ainda mais a liberdade

Retrato de Luís Lavoura

De acordo com esta notícia, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, o qual é tutelado pelo Ministério das Obras Públicas, propõe mais uma sinistra forma de complicar o sistema fiscal, sugerindo a "penalização fiscal das empresas que atribuam carros aos seus funcionários" e "o favorecimento das que promovam a utilização do transporte colectivo" (sabe-se lá como, comento eu).

Eu estou perfeitamente de acordo em que seria desejável que as empresas não estimulassem a mobilidade automóvel - por exemplo, não instalando os seus locais de trabalho em sítios que virtualmente só podem ser alcançados de automóvel. Mas discordo absolutamente que se procure, ainda por cima através de mais complicações num sistema fiscal já de si complicadíssimo e cheio de subterfúgios, restringir a liberdade de as empresas e os seus funcionários seguirem o caminho que bem lhes apeteça e negociarem entre si as formas de remuneração que bem lhes convenham.

Comentários

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Retrato de Hugo Garcia

um soneto e uma emenda

O problema que tentam resolver é nítido.

Actualmente as empresas dão regalias aos seus trabalhadores como carro e combustível à descrição, porque desta forma se pagam menos impostos.
E assim os trabalhadores acabam por se preocupar muito menos com o que gastam (e poluem).

Mas não se deve, como o Luis chama a atenção, atribuir ainda mais complexidade ao sistema fiscal.

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