o blogue de Luis Menezes

Não há almoços de borla...

"Lisboa, 09 Mai (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, reúne-se na segunda-feira com 30 dirigentes de Associações de Juventude para debater a participação dos jovens na política e as razões que os motivam ou afastam de um maior envolvimento em actividades cívicas.

No Encontro "Os Jovens e a Política", marcado para o Palácio de Belém, estarão presentes os líderes das organizações partidárias, académicas, de voluntariado, sindicais e empresariais. "
in rtp.pt

de foram ficam a JCP, o BE, e pelos vistos também o MLS.
Continuar a investir em soluções já gastas não me parece ser de todo a melhor forma de combater o afastamento dos jovens em relação à política. Se os jovens não se reconhecem nos actuais partidos políticos é hora de se criarem alternativas e de se dar voz ás mesmas.

A nova paixão do PR

"O Presidente da República, Cavaco Silva, revelou hoje que vai reunir em Maio com líderes de organizações de juventude para discutir o "afastamento" dos jovens face à política e encontrar soluções para inverter a "grave" situação actual." in JN

Espero apenas que o PR reuna com alguém mais do que os meros líderes juvenis dos movimentos políticos que, após 34 anos de democracia, pouco mais souberam fazer que descredibilizar continuamente a política e os políticos sérios.

Espero que este seja um encontro aberto a todos os jovens desejosos de mudar Portugal, os verdadeiros líderes do futuro. Espero que o MLS e possíveis outras alternativas ao actual status quo sejam convidados. Espero que este nova "cruzada" do PR não seja apenas uma paixão passageira e espero, também, que dela surjam sementes que fortaleçam a árvore da Democracia e que daqui a poucos anos nasçam os frutos destas novas sementes.

Desculpem lá mas...

alguém contabilizou o número de vezes que a palavra Liberal foi mencionada no Prós e Contras de hoje? De repente Liberal transformou-se numa buzzword após a crise de uns certos laranjas?

Já dizia o tio Adolfo

"The sportive, knightly battle awakens the best human characteristics. It doesn't separate, but unites the combatants in understanding and respect. It also helps to connect the countries in the spirit of peace. That's why the Olympic Flame should never die."

– Adolf Hitler, commenting on the 1936 Berlin Olympic Games

Já agora, foi em 1936 que a chama olímpica pela primeira vez andou de mão em mão...mais uma razão para se sabotar o dito Olympic Torch realy.

40 anos após 68

"The battles we fought are now taken for granted. Today’s youth aren’t as demanding as in May ’68; they don’t want liberty, they want security.”
François Dubet, professor de sociologia na Universidade de Bordeaux

O inimigo da América Branca

"I believe in the brotherhood of all men, but I don't believe in wasting brotherhood on anyone who doesn't want to practice it with me. Brotherhood is a two-way street."
Malcom X

O Peixe

"Há quatro ou cinco anos tínhamos o mesmo número de licenciados inscritos nos centros de emprego que temos hoje" afirmou hoje Mariano Gago.

Isto faz-me lembrar um provérbio, de origem desconhecida, que diz algo como:
"Dá um peixe a um homem e dás-lhe comida para hoje, ensina-o a pescar e dar-lhe-ás comida para toda a vida".

Parece-me que as nossas universidades não andam a ensinar os alunos a pescar. Nem sequer o nosso ensino secundário. Quem se safa ou pesca por conta de outrém (quer seja em grandes arrastões, quer seja em canoas a meter água por todos os lados) ou aprende a pescar sozinho.

Tibete

Num movimento que tem como bandeira a liberdade, faz-me alguma comichão que não se fale nesta situação. Vou fazer uma breve abordagem ao tema sem querer tomar grandes partidos, uma vez que trata-se de uma temática algo delicada. No entanto gostava de manifestar que acredito que todos os povos têm direito a decidir a sua auto-determinação.

Em 1951 Deng Xiaoping, querendo mostrar trabalho a Mao, gizou e levou a cabo a campanha de "libertação" do Tibete. Anos mais tarde Deng manda Mao passear e inventa a maravilha do socialismo de livre mercado.

Até então, o Tibete tinha sido governado, desde o séx XVII, pelos conhecidos Dalai Lamas, sendo uma espécie de teocracia, entrincheirada no planalto mais alto do mundo. Anteriormente esta zona teria sido governada por variados reis, fazendo parte de impérios mais ou menos extensos. No seu período áureo o império tibetano extendia-se desde Bengala (na Índia) até á Mongólia. Uma constante sempre houve, as guerras territoriais contra a China, pelo menos até ao séc. VIII.

Por volta do séc XIII o Tibete foi incorporado no império Mongol que se extendia da China às portas da Europa. Com a queda deste império houve um período de lutas internas que durou até a ascensão dos Dalai Lamas. O período seguinte também foi marcado por lutas com a China Manchu(a última casa real chinesa) , o Nepal e a Mongólia.

Os primeiros europeus a chegar ao Tibete foram os missionários portugueses, que aí ficaram no período de 1624 a 1745, quando foram expulsos pelos lamas. Entranto o Tibete já tinha fortes ligações com a Inglaterra. Em 1840 todos os estrangeiros forma banidos do Tibete devido á desconfiança que havia em relação às intenções dos Impérios Britânico e Russo em se quererem apoderar deste território. No entanto os ingleses arranjaram maneira de, pela força, se estabelecerem em Lhasa.

De notar um acordo Anglo-Chinês, uma acordo Anglo-Tibetano e um acordo Anglo-Russo, no início do séc. XX. Podemos afirmar que foi aqui que começou a actual posição na qual a China afirma a sua soberania sobre a região do Tibete, conforme podemos descobrir consultando a wikipedia:

"Anglo-Chinese Convention of 1906 which confirmed the Anglo-Tibetan Treaty of 1904, Britain agreed "not to annex Tibetan territory or to interfere in the administration of Tibet" while China engaged "not to permit any other foreign state to interfere with the territory or internal administration of Tibet". In the Anglo-Russian Convention of 1907, drafted by the British, Britain also recognized the "suzerainty of China over Thibet" and, in conformity with such admitted principle, engaged "not to enter into negotiations with Tibet except through the intermediary of the Chinese Government."

A dinastia Qing caíu em 1912 com a criação da República da China(outro problema da actual RPC). Em 1913 Tibete e Mongólia assinam um tratado de mútuo reconhecimento no qual proclama a sua independência da China. A validade e até a existência deste tratado é posta em causa. Em 1915 a China, o Tibete e a Inglaterra negociaram a Convenção de Simla, que provou ser outro fracasso diplomático:

"During the convention, the British tried to divide Tibet into Inner and Outer Tibet. When negotiations broke down over the specific boundary between Inner and Outer, the British demanded instead to advance their line of control, enabling them to annex 9,000 square kilometers of traditional Tibetan territory in southern Tibet i.e Tawang region, which corresponds to the north-west parts of modern Indian state of Arunachal Pradesh, while recognizing Chinese suzerainty over Tibet and affirming the latter's status as part of Chinese territory, with a promise from the Government of China that Tibet will not be converted into a Chinese province. Tibetan representatives signed without Chinese approval, more so as an act of defiance now that the Chinese army had left; after the collapse of Chinese authority in Tibet in 1912. China maintains that it was signed under British pressure; however, the representative of China's central government declared that the secretive annexation of territory was not acceptable. The boundary established in the convention, the McMahon Line, was considered by the British and later the independent Indian government to be the boundary; however, the Chinese view since then has been that since China, which had suzerainty over Tibet, did not sign the treaty, the treaty was meaningless, and the annexation and control of parts of Arunachal Pradesh by India is illegal. This paved the way to the Sino-Indian War of 1962 and the boundary dispute between China and India today."

Durante o período da 1º Guerra até 1950 a China perdeu o interesse no Tibete devido ás várias guerras internas pelo poder. Em 1951 a RPC anexou o Tibete. Em 1959 o Dalai Lama exilou-se, nunca mais regressando ao território. Foi formado um "governo tibetano no exílio"(GTE) que tem um parlamento (desde 1961) democraticamente eleito pelo tibetanos exilados.

Desde 1951 até hoje existem relatos de sucessivas violações dos Direitos Humanos neste território.

Desde o passado dia 10 de Março que numerosas manifestações têm tomado lugar, contra a "ocupação" da RCP, algumas das quais fortemente reprimidas pela polícias chinesa causando número indeterminado de mortos e feridos. O GTE pediu a intervenção da comunidade internacional e da ONU.

Que soluções para o Tibete?

Petição lançada por uma melhor cultura

Vários jornais onlinde destacaram esta notícia (trancrevo parte da versão publicada pelo Público):

"Uma petição lançada na internet por artistas exigindo a substituição da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, atingiu, no final da manhã de hoje, 500 assinaturas de criadores e outros trabalhadores de várias áreas do sector.

Dirigida ao primeiro-ministro José Sócrates, a petição reclama "Um projecto consistente para a Cultura em Portugal", justificando a oportunidade com uma eventual reestruturação ministerial no Governo no início deste ano."

Quem quiser assinar ou saber mais:
http://www.petitiononline.com/upcpcp/petition.html

Alternativa Liberal a Sócrates

Quem o afirma é António Pires de Lima neste artigo do Expresso.

Do seu discurso podemos depreender, entre outras coisas, que:
- um partido liberal é sexy - o CDS não o é, logo isto de o CDS tornar-se "liberal" não passa de uma jogada de marketing mal amanhada.
- pelos vistos não existe um eleitorado verdadeiramente liberal em Portugal - afima isto com base em que sondagem, em que estudo de opinião?
- "Não é contraditório com uma prática liberal o facto de se defender, como princípio de dignidade mínima" - acho que ele andou a ler algumas coisas do MLS mas tem medo de o admitir.

Liberalismo x Socialismo

"Liberalism is not Socialism, and never will be. There is a great gulf fixed. It is not a gulf of method, it is a gulf of principle. ... Socialism seeks to pull down wealth. Liberalism seeks to raise up poverty. Socialism would destroy private interests; Liberalism would preserve private interests in the only way in which they can be safely and justly preserved, namely by reconciling them with public right. Socialism would kill enterprise; Liberalism would rescue enterprise from the trammels of privilege and preference ... Socialism exalts the rule; Liberalism exalts the man. Socialism attacks capital, Liberalism attacks monopoly."

Winston Churchill

15 milhões de euros

"O Banco Comercial Português (BCP) vai informar hoje o mercado de que não houve qualquer perdão de juros a empresas controladas por Goes Ferreira, mas sim um acerto feito nos termos dos contratos de crédito existentes. " JN

Se todos fossem assim...

"Estado demora 152,5 dias a pagar a fornecedores"
segundo estudo da gestora de créditos Intrum Justitia

Terror a Sul

«Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País»

Almeida Santos

O deserto intelectual

Surpreendem-me, como morador da Margem Sul do Tejo, os argumentos apresentados hoje pelo Ministro das Obras Públicas Mário Lino, num almoço da Ordem dos Economistas.

Da boca ministerial saíram pérolas argumentativas como:

“além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas”

Não sei de que margem sul fala o sr Ministro fala. Mas ainda há mais:

"está em causa a posição de Portugal no acesso aos fundos comunitários", acrescentando que seria difícil ter a "aceitação de Bruxelas".

"é uma questão de estratégia política e não uma questão de mera engenharia"

Mário Lino ainda tem estas tiradas de uma genialidade estonteante sobre a possibilidade de uma aeroporto na margem sul do Tejo:

"uma espécie de Brasília do Norte do Alentejo"

"não é no deserto que se faz um aeroporto"

Sr Mário Lino, se quiser vir ao deserto tem á sua disposição a minha casa. De resto, o sr devia consultar um oftamologista, uma vez que está a ver na Ota os ditos hospitais, hóteis, escolas e indústria.

Isso não será falta de visão sr ministro? Além de que fica-lhe sempre bem ofender mais de 1 milhão de "beduínos" eleitores que vivem aqui no deserto.

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