
Segundo o estudo da Universidade de Nova York, conduzido pelo Ph.D. David Amodio, entitulado "Correlações Neuro-cognitivas do Liberalismo e do Conservadorismo" os Liberais apresentam maior "agilidade mental" que os conservadores.
Segundo o resultado da investigação neurológica, o que difere liberais de conservadores é uma maior utilização de uma parte do cérebro, que tem como função adaptar o cérebro a mudanças de estímulos.
Esta diferença é fácilmente registada por um eletroencefalograma que detecta num liberal 4.9 vezes mais de actividade que num conservador.
O estudo inclui ainda uma componente prática que analisava como uns e outros reagiam a uma mudança de estímulo e o resultado foi que um liberal tem 2,2 vezes mais probabilidade de estar no top50%.
No jornal Português Diário de Notícias a notícia foi publicada, mas com alguma liberdade jornalística, transformaram os liberais em esquerda e os conservadores em direita. Mas não se enganem, o estudo fala de Liberais eConservadores.
Isto acontece porque este estudo foi feito nos EUA com a realidade própria do país. Como já temos sido frequentemente acusados neste blog, ao identificarmo-nos com os Liberais Americanos (partido Democrata) estamos a colocar-nos à esquerda.
O Liberalismo nos EUA é um liberalismo muito à esquerda, comparado com os outros liberalismos. Podemos facilmente dizer que estes Liberais são Liberais Sociais.
Comentários
Se os Liberais americanos fossem esquerda
Os Democratas nos EUA podem ser Esquerda (quando comparados com os Republicanos), mas, em termos de intervencionismo estatal estão mais à Direita que muita gente do PSD.
Chauvinismo?
Hugo atenção às ilações que se pretende tirar de uma estatística. Não vejo com bons olhos a comparação discriminatória de estudos de inteligência em populações estudadas. Pretendes usá-la para concluir algo em proveito próprio? Mesmo que verdadeiro e credível, este estudo nada pode indicar sobre qualquer auto-denominado liberal, podendo pelo contrário ser sempre nocivo para quem o alega.
Já num anterior post meu escrevi sobre este tipo de auto-glorificação identitária que reconheci sobretudo entre os franceses que conheço bastante bem:
Não é de admirar que sejam os membros menos válidos de nações bem-sucedidas a querer fazer prática militante de actos discriminatórios em seu proveito, sendo assim eles os principais beneficiários deste tipo de prática. Pelo contrário, os membros mais valiosos da mesma nação terão pelo contrário interesse em fazer entender que é o seu intelecto, o seu esforço ou comportamento individual, e não a pertença à nação, que está por detrás do mérito, destacando assim o seu valor pelos verdadeiros motivos.
secando
EU não me baseeisó nas estatísticas, mas também na leitura de um eletroencefalograma, que detecta uma área do cérebro mais desenvolvida.
Mas secando bem a leitura, apenas sabemos que mais frequentemente os liberais têm facilidade em adaptar-se a novos estímulos. O que, antes dos estudos, se afirmaria por senso comum.
Comparando ao chauvinismo, estaria ao mesmo nível que afirmar que, geralmente, as pessoas de pele escura resistem mais ao sol que as pessoas de pele clara.
"O que, antes dos estudos,
"O que, antes dos estudos, se afirmaria por senso comum."
Sim, a palavra "conservador" há-de querer dizer alguma coisa.