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Este é o ponto de reunião online de todos os liberais sociais.
Actualizado: 6 dias 23 horas atrás

Educação :: Ensino Secundário (resposta)

Quarta, 23/04/2008 - 11:51
Z escreveu at 23 Apr 2008 04:51 AM GMT: À não muitos meses ouvi uma entrevista no Rádio Clube, se não me engano com o filósofo Pedro Gomes.


Ele falou do sistema educativo Português e da sua relação com a Filosofia.

Ele acha incrível como é que Portugal, dos países com mais taxa de licenciados em filosofia, seja tão pouco "produtor" de filosofia de relevo.

Ele considera algo ridículo que para combater o desemprego destes licenciados, se programe e lecçione filosofia a alunos de 15 anos enquanto que os cursos de ensino superior se abastraiem de qualquer cultura filosófica.


Ele defende, algo à semelhança de Inglaterra, que se incorpore a componente filosófica em todos os cursos de ensino superior (filosofia aplicada ou não consoante os cursos), uma vez que a epistemologia e o próprio pensamento crítico produz muitos mais efeitos quando doutrinada a jovens adultos de 20 anos do que a adolescentes que cada vez mais menosprezam a filosofia, pela restrição à iniciativa do aluno como pela padronização forçada de ideias.


Pedro Gomes não diz que é mau ensinar filosofia a adolescentes, mas reconheçe, a par de alunos e ex-alunos (como eu) que o ensinamento que se faz aos adolescentes, é demasiado estrangulador do pensamento crítico, limitando-se a incutir as bases de kant, sócrates e platão como se as suas reflexões fossem verdades a serem assimiladas por todos.


Neste post posso não ter sido suficientemente expressivo e preciso, mas as declarações dele na entrevista, a sua lógica e sentido, conquistaram-me. Pena não encontrar em podcast.
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Cumps,
PRD.

União Europeia :: Adesão da Turquia (resposta)

Quarta, 23/04/2008 - 11:16
Z escreveu at 23 Apr 2008 04:16 AM GMT: Da última vez que este assunto esteve na mesa pública, Paulo Portas mostrou uma posição que tenho que confessar o meu inusual apoio.
A UE tem sido inconstante no que respeita às exigências feitas à Turquia para reunir condições de adesão.
A UE não é uníssona quanto à vontade política da entrada da Turquia na União.
A UE deve discutir seriamente se é sua vontade ou não que a Turquia integre a União. Não deve impôr condições diferentes conforme a sua percepção da conjuntura internacional.

Paulo Portas não se mostrou preocupado se a turquia iria integrar ou não a União, mostrou-se preocupado sim, com o facto da União dever adoptar uma posição firme, manifestando se de facto e francamente aspira ou não a adesão da Turquia.
Se não for sua vontade, não é justo estar a exigir medidas integralistas, alimentando falsas esperanças.
Se sim, deve concertar com os dirigentes turcos um programa progressivo bem definido, o qual em caso de respeito dos prazos e das medidas, devem significar o início efectivo do processo de adesão.


Eu concordo com esta posição até porque a inconsistência e falta de firmeza só reduz a força da própria União.

Nunca poderemos falar de uma adesão da Turquia em que se admita que a cultura turca seja objecto de discriminação no seio do poder governativo da União. Não pode haver duas Uniões diferentes.


Quanto à adesão ou não da Turquia na União Europeia, temos que ver que a adesão de um novo membro não significa a assimilação por este, dos princípios, ideiais e costumes dos membros já efectivos.
A adesão de um novo estado significa sim uma maior amplitude da cultura Europeia, uma alargamento das visões perante o mundo e uma maior necessidade de respeitar conceitos diferentes.
Penso que a Turquia, com todas as diferenças sociais que nos distinguem, PODE ser uma mais valia para a União.
A adesão na sua plenitude aproximará significativamente a visão judaico-cristâ da muculmana e dissimulirá a barreira enorme que separa a visão ocidental das visões típicas do médio oriente.
Esta convergência relativa torna em princípio, a União Europeia numa entidade mais verdadeiramente global, e, mais importante, mais imparcial no tratamento dos assuntos internacionais.
A UE pode e deve querer aspirar ser muito mais que um bloco oposto a outros blocos...

Mas volto a frisar, a adesão só será benéfica se for uma adesão de pleno direito e respeito, justa no reconhecimento da diversidade, e sem qualquer desconsiderações sobre pontos de vista que até agora são característicos dos estados externos.



Em detalhe, vale ainda frisar que não podemos exigir da Turquia que adopte princípios democráticos que não são inteiramente assumidos por todos os estados membros. Isto engloba a problem´tica dos direitos humanos, porque se os Turcos atropelam segundo a nossa visão várias liberdades individuais, deste lado da fronteira europeia, existirão outros, ainda que mais dissimulados jurídicamente.

Há ainda a questão pertinente das fronteiras, que a meu ver será técnicamente o mais grave delas. Não poderemos ter uma Turquia que represente uma porta aberta não vigiada para toda a comunidade islâmica. Acredito que neste ponto, será de aceitar que as fronteiras da Turquia (Bulgária e Grécia) não cheguem a ser abertas nas próximas décadas. Também os estatutos e condionamentos à cidadania Turca deverá ser homologada pela União.



Para concluir, há quem receie a grande influência turca na actual UE, a mim, preocupa-me sim que a UE se muralhe às culturas islâmicas, enquanto se deixa dominar pela globalização dita "ocidental". Ninguém quer ser o pelotão da frente numa batalha invencível, mas pode querer ser a comissão de tréguas e mediação...

A ver vamos.
Bem hajam.

Z
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Cumps,
PRD.

Movimento Liberal Social :: Participação activa - boom do poder idividual anónimo (resposta)

Terça, 22/04/2008 - 23:43
Paradigma escreveu at 22 Apr 2008 04:43 PM GMT: A movimentação das consciências individuais ganha força e, em verdade vos digo, o poder da consciência anónima mas globalmente moralizadora vai moldar o capitalismo actual e futuro. Há quem queira fechar os olhos a esta nova realidade mas ela já está aí bem presente. As novas tecnologias, a aldeia global, e a geração "allways on", ditarão as novas regras...
Não queremos mais políticos que não são mais que "vendedores da Banha da Cobra" - ainda me lembro bem quando o 1º ministro Sócrates anunciou com pompa e circunstãncia mediática, numa escola do alentejo em maio de 2005 que Portugal estava ligado em "banda larga" de norte a sul. Pois bem, desafio o mesmo a provar que essa ligação em "banda larga" de Portugal de norte a sul seja um facto hoje, passados 3 anos. É caso para gozar com ele e dizer que em Agosto de 2008, na minha aldeia, a única banda larga que lá vou ter não será certamente a ligação Net mas unicamente a banda de música que lá irá tocar na festa de ano...
Com tanta mentira política realmente não nos deixam alternativa senão a militância civil apartidária e extretamente activa e contundente - é o despertar do poder do cidadão individual que se soma exponecialmente, sustentado pelas novas tecnologias - estou em crer que o cidadão anónimo ganhará cada vez mais poder e acho que isso é vital para a sobrevivência da humanidade...
Creio que, havendo dificuldade de visibilidade através dos meios comuns institucionais e controlados pelos poderes instalados, deverá apostar-se na visibilidade on-line que chega mais facilmente a um muito maior número de pessoas - é urgente visibilidade on-line e, na medida do possivel, aumentar a visibilidade nos canais tradicionais...
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Simpleman

Democracia :: Regionalização (resposta)

Domingo, 06/04/2008 - 03:33
Alf_Dot_Net escreveu at 05 Apr 2008 08:33 PM GMT: Descentralização já!

Centralização só serve para retardar o progresso. As regiões mais progressistas não progridem por serem travadas pelo conservadorismo de outras e estas ultimas não se vêm forçadas a mudar as suas politicas de modo a acompanharem as regiões mais desenvolvidas, como aconteceria se houve-se uma forte autonomia regional.

Para além de que apenas com a descentralização podemos obter um sistema mais democrático e representativo, em que os representantes do povo estão de facto mais preocupados em representar a sua região e interesses dessa, do que partidos. E onde a legislação reflecte com muita mais exactidão os valores dos indivíduos que levam a sua vida nelas.

Os interesses de Lisboa, por exemplo, são os interesses dos cidadãos que moram e trabalham nela. Não faz sentido que um cidadão do Porto tenha tanto poder sobre a sua região como tem sobre a zona Litoral Centro, e vice-versa.

Não é do interesse de ninguém. Apenas dos nacionalistas. Mas esses não conseguem acompanhar o desenvolvimento do mundo. Qualquer nacionalista informado torna-se regionalista porque percebe que no contexto global, "Portugal" já não tem lógica. Os valores base de Portugal são os valores base da Europa, daí qualquer pessoa dever-se considerar primeiramente europeu. Só depois vem a região. E a região deixou de ser Portugal. Existem muitos mais milhões de pessoas dentro do território nacional. E também já não existe uma cultura comum a todo o território, que basicamente apenas existia devido à escassez de meios de comunicação e por isso as regiões nacionais fechavam-se na sua própria cultura.

Hoje em dia a cultura é global. E tudo o que não é global ganha um carácter regional. Porque assim que algo ultrapassa a sua região, assim que algum aspecto cultural deixa a sua região para entrar noutra, então já está a ganhar um aspecto global.

O que eu quero dizer é que, quando éramos 5 milhões, e algum aspecto da nossa cultura ultrapassa-se as fronteiras e chega-se a Espanha, ganharia aspecto ultranacional.

Hoje em dia ultrapassar esses 5 milhões não significa ir além fronteiras.

Há-de chegar o dia em que será capa dos jornais, por exemplo, "Artista Lisboeta João Pedro é reconhecido em Coimbra" em vez de "Artista português João Pedro é reconhecido em Espanha".

Regiões já existem. São as nações. Mas no contexto actual essas regiões já deviam ter sido diminuídas para melhor satisfazer os interesses dos cidadãos de cada diferente região.

Não será de admirar se no final deste século o número de nações na Europa tenha aumentado em mais de 50%. E no entanto isso não fragiliza em nada a Europa. Apenas fortifica as regiões e as culturas. Porque embora exista uma cultura global, cada região adopta essa cultura e modifica-a de diferentes formas adaptando-a ao seu caso concreto, para além de criar outros aspectos culturais limitados à região em questão.
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I was attacked by a werewolf in a tuxedo who sold me two halves of a watermelon.
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Cultura :: O Estado deve financiar a arte? (resposta)

Quinta, 21/02/2008 - 00:30
Derfel escreveu at 20 Feb 2008 04:30 PM GMT: portanto, caro Pimentel, não contesta a atribuição de subsidios mas sim o volume deles. Correcto?
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"Cry "Havoc," and let slip the dogs of war." - William Shakespeare

Saúde :: Re: concordo (resposta)

Quinta, 14/02/2008 - 13:37
Miguel escreveu at 14 Feb 2008 05:37 AM GMT: Hugo Garcia escreveu: Concordo,

Mas o sistema proposto pelo MLS não é um seguro (como nos EUA) mas sim um plano poupança saúde (à semelhança de singapura).

A diferença entre o seguro e o plano poupança é que no sistema de seguro a contribuição de A pode ser utilizada por B. No caso do PPS isso já não acontece.

Naturalmente, considero este sistema inferior ao do seguro porque oferece menos cobertura.
Enfim, a moção teve maioria.
Tenho esperança que num futuro próximo se altere.

Um dos grandes problemas com os sistemas de saúde baseados em seguros como acontece nos EUA é que estes tendem a ser extremamente ineficientes em termos económicos e não teanto eficientes para a saúde em si (para aquilo que se gasta)

O sistema de seguros dos EUA é dos mais caros do Mundo mas nem por isso dos mais eficientes no que à saúde diz respeito.

-Mais de 50% dos gastos com a Saúde nos EUA está relacionada com a própria burocracia inerente às companhias de seguros... O mercado de seguros não funciona como um verdadeiro mercado. É extremamente ineficiente. (o motivo de tal ineficiência é muito bem explicado por um grande economista chamado George Akerlorf -> Limões de Akerlof)

-O Segurado em termos práticos nem sempre pode escolher o médico ou o tratamento que pretende.

-As pessoas (saudáveis) tendem a não fazer seguros, cerca de 15% da População nos EUA não tem seguros de Saúde.


Nestes aspectos parece-me que um modelo semelhante ao de Singapura baseado em contas obrigatórias muito mais eficiente, tanto em termos económicos como em termos de resultados finais!

Cultura :: O Estado deve financiar a arte? (resposta)

Quinta, 17/01/2008 - 19:01
Pimentel escreveu at 17 Jan 2008 11:01 AM GMT: O cinema é uma indústria. Certo.
Mas é uma indústria produtiva? Ou vive de subsídios?

Indústria não produtiva há muita em Portugal. Porquê ajudar apenas o cinema?
Ou se ajuda tudo (fora de questão), ou não se ajuda nada.

Se querem realmente produzir grandes obras, façam de maneira a que o público goste.
Muita pintura por aí há de ter valor, nem que seja pessoal. Se ninguém gosta da pintura de um artista, vamos dar-lhe dinheiro para compensar o facto de não ser, aparentementee, um bom artista? Não faz sentido. E nem é justo para quem estudou e trabalha em áreas fora das artes, que ganham tanto ou menos que certos artistas, e têm mesmo que trabalhar bem.